Luan vai até os vestuários, entregam sua roupa e vai se trocar, representaria o Folclore de Florianópolis no 4° carro alegórico, sente um nervoso fora do comum e muita emoção, naquele momento a Sapucaí era sua.
Quando saiu em direção ao carro alegórico ficou perdido com a quantidade de flashs, acenou e sorriu para todos os lados, era hora de desfilar. Dagmar e Anderson acompanhavam seu percurso.
Quando Luan chega no carro, e estava quase pronto pra sair, uma fã invade a avenida desesperada e o abraça, ele como sempre atencioso tira foto e fala um pouco com ela que chorava muito.
Mais entra na avenia e Vanessa o vê enfim. Coração acelera, sua beleza acrescentava ainda mais a fantasia, na sua cabeça Luan poderia vestir qualquer coisa, e mesmo assim lhe cairia bem.
Gritos, flashs, aplausos. Luan acenava, abtia palmas e tentava cantar a letra do samba, seus olhos percorriam as arquibancadas, vê sua família empolgada, seus amigos e imagina como seria se Vanessa estivesse ali com eles.
Continua a procurá-la, mais não a encontra. Chovia muito. Eram muitos rostos, mais nenhum se comparava aquele que ele queria ver. : - Será que ela ficou? Será que está me vendo? – Pensava Luan.
Sim ela o via, Vanessa descançava os braços sobre o camarote com as mãos sobre o rosto em sinal de atenção. Bruna a observava pensando que poderia cair mil raios e nada chamaria a atenção dela. – Ela ainda o ama, tenho certeza! – Pensava assim ao mesmo tempo que Bruna, Iara, Dione e Mári. Que não conteu sua repugnância quando Luan era aplaudido, sentia raiva pelo que ele causou a sua filha e ficou ainda mais confusa e irritada quando viu Vanessa observando ele.
Termina o desfile, no final Luan é abordado por inúmeros repórteres, não conseguia controlar a emoção e alegria que sentia. Dagmar se aproxima para ajudar Luan e conter a invasão dos fotógrafos que chegavam a impedir Luan de caminhar. Precisavam voltar para o hotel, viajaria dali a horas e estava cansado. E cumprimentado pela Familia, amigos e elogiado pela sua desenvoltura.
- Bom, vamos indo? Amanha...quer dizer, daqui a pouco viajamos. – Vanessa fala olhando para as outras, enquanto observava sua mãe dirfarçando o incomodo que sentia.
- Claro! Vamos. – Iara concorda.
- Por mim tudo bem. Foi ótimo o desfile não foi gente? A Grande Rio foi perfeita, apesar da tragédia que a escola sofreu.- Dione falava enquanto caminhavam em direção a saída.
- Sim, o desfile foi perdeito, tirando algumas pessoas desagradáveis que tivemos que ver enquanto desfilava. – Mári reclama.
Silencio. Todos percebem o que estava acontecendo e não ousam acrescentar nada ao comentário. Já tinham entendido o recado.
Vanessa estava muito cansada e não demorou a dormir após tomar seus remédios. Seus sonhos revelaram seus desejos mais íntimos. – Ela o queria. – Sim, era verdade, mais no sonho o via de um ângulo diferente, tinha uma barreira transparente entre eles. Era sufocante. Tentava tocá-lo, praticamente lutava para pegar nas suas mãos que estavam estendiadas para ela mais algo a impedia e a agonia que sentia também transparecia no semblante de Luan, ele também a queria.
Se sentia puxada para longe, longe dele. E lutava contra isso, na verdade alguém a puxava. Susto. – Sorocaba. Ele a levava para longe de Luan, mais quando viu quem era, não lutou mais contra, era estranho, sentia-se segura e o acompanha sem reclamar ou querer voltar, apenas segura sua mão e olha para trás enquanto deixava Luan, seu olhar era triste, vazio, sem foco enquanto a via partir.
Vanessa acorda. Estava ofegante, suada e confusa. Olha para o relógio e vê que só dormiu algumas horas, mais já era hora de levantar, viajaria dali a pouco e mais perturbada ainda, sabia que lá tinha alguém a sua espera. Alguém que de alguma forma era importante.
CONTINUA...
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