quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Capítulo 3 (Parte 16)

Vanessa acordou no outro dia, recebeu sua mãe na UTI.  Mary já estava ciente de tudo que aconteceu Nanny a tinha explicado, Vanessa queria falar, mais não podia fazer esforço, percebeu que não sairia dali tão cedo.

Luan depois que saiu do hospital desmoronou em casa. Tinha show no outro dia, compensaria o que cancelou e o da outra cidade, seria puxado, pensou em ligar para Nanny, queria saber como ela estava, mais Bruna trataria disso logo, logo. Preferiu não procurar saber.

Sorocaba não pode ficar, tinham que viajar, fariam show em outras cidades, passou no hospital logo cedo, falou com Mary, e disse que ia manter contato pra saber como ela estava. Resumindo, restaram Mary e Nanny.

Se tudo desse certo, Mary voltaria dali a três dias com Vanessa pro Rio, ficaria lá até ela se recuperar, Nanny tratava de se justificar com a empresa, ligou explicou tudo e o o segundo mais importante, o contrato estava assinado. 

Já era noite, quando o médico falou que Vanessa reagia bem e sairia da UTI, direcionaram ela pro quarto. Alívio. Mary e Nanny foram até lá. Vanessa estava mais pálida, fraca e com o aspecto de sonolência.

- Filha, está se sentindo bem? 

Fala baixo e com um pouco de dificuldade: - Mãe, me desculpe por isso eu...

- Xiii, o importante e que está tudo bem agora. – Tentava acalmá-la.

- Onde está a Nanny? – pergunta preocupada.

- Estou aqui – fala se aproximando, Vanessa a olha em sinal de súplica, como quem se desculpa por tudo que aconteceu – vai ficar tudo bem certo? Não se preocupe com a empresa, estão todos avisados e você está de licença, o importante agora e se recuperar e daqui a dois dias voltamos pro Rio. Ok?

Vanessa acente.

- Mais o que eu tive? – Ela não sabia ainda.

- Arritmia filha, devido aos remédios. – susto – você não vai poder tomar mais nada por enquanto.

- Mais mãe, como eu vou dormir? Eu não vou conseguir... – fala em desespero.

- Calma, calma, vai conseguir certo? Vamos te ajudar, agora fica calma.

- Mãe, me desculpa por isso, eu não queria, mais...

- O importante é se recuperar agora filha, todos querem te ver bem, o Sorocaba a Iara que já ligou mil vezes.

- Mãe, você soube da Paula? – Vanessa começava a chorar – como ela pode mãe?

- Filha, depois conversamos certo? Não vale a pena falar disso agora, descança e o melhor a fazer.

- Certo, eu vou tentar, só que é muito dolorido.

- Eu sei filha, mais tudo passa, e quero ver você bem, garanto que não quer passar 10 dias aqui não é? – sorri enquanto fala.

- De forma alguma.

Vanessa se concentrava agora em ficar bem.

Luan evitou Anderson, não quiz conversar, não poderia adiar a conversa por muito tempo, mais era melhor assim, ele cumpriria seus compromissos de empresário, mais até quando, ninguém sabia. A estrutura agora estava abalada.

Passaram-se dias...

Normal não seria uma palavra boa para definir o momento, mais estava tudo caminhando. Vanessa voltou a trabalhar, Luan fazia os shows normalmente e sentia a ausência dela cada vez mais, apenas Bruna mantinha contato. Numa dessas conversas...

Início da ligação:

- Alô?

- Vanessa? Como é que você tá? – pergunta uma voz em dúvida.

- Oi Bruna! Tá tudo ótimo, na medida do possível.

- Que bom, onde está?

- Eu estou em casa, e você que não durmiu a essa hora menina?

- Ah! É terça-feira né? E amanhã é feriado aqui em Londrina, eu tenho crédito.

- Tem sim linda, tem sim. – Vanessa ri.

- Mais você tá bem? De saúde quero dizer... – Bruna vira e vê Luan, ele não tinha mais medo de que ela o visse, ela o chama e ele se aproxima, fica atento a conversa.

- Tô Bruna, foi um susto e tanto tenho que confessar mais, passou. E tudo tá bem, só estou com dificuldade pra dormir, passei muito tempo dependente daqueles remédios e meu corpo reclama a ausência deles, assim o me´dico me disse, mais confesso que não aguento tomar mais chá de camomila. – Risos – Luan também ri da forma que ela falou, sim ela estava bem, e isso era o que importava.

- Você é uma graça Vanessa. – Bruna ainda ria.

- É, mais o médico falou também que graças ao socorro que tive no carro, as consequências não foram piores, eu poderia não ter acordado mais, e isso eu devo ao seu irmão. – fala baixo e Luan fica eufórico em ela reconhecer isso – Nanny me falou que ele não tinha noção de RCP e mesmo assim tentou, me ajudou, eu tneho que agradecer a ele, por isso, por ter salvo em partes minha vida.

- Ele está aq...- Luan faz sinal que não, não queria falar agora. – Ele está dormindo, chegou hoje de viagem.

- Ah que pena, mais irei agradecer pessoalmente, ainda vamos nos ver em breve, na empresa.
- É ele me falou. – Bruna não deixa de perguntar – Vanessa?

- Sim? – responde.

- Você está com raiva do Luan? Ele me contou da conversa de vocês dois e...

- Não Bruna – Vanessa a interrompe – eu não estou com raiva dele, acho que agora, depois de tudo estar mais calmo, não vejo motivos, na verdade ele agora deve estar muito decepcionado com o Anderson, porque a gente semrpe soube disso, mais pra ele iamgino o choque. Não sinto nenhuma raiva.

Luan  fica emocionado com as palavras dela e Bruna torna a falar: - Não tá sendo fácil pra ele Vanessa aidna mais agora que ele sabe de tudo.
 
- Eu imagino. 

Bruna defendia o irmão: - O Anderson era o espelho dele, e foi difícil, porque apesar de tudo, ele é a pessoa certa pra cuidar da carreira de Luan, e ele está numa dúvida horrível. É difícil arrumar outra pessoa nessa altura do campeonato pra cuidar de um artista não é?

- Claro, eu entendo perfeitamente, mais logo tudo se resolve e o Luan não deve guardar mágoas, as pessoas erram não é? E o Anderson apesar de tudo é um bom profissional.

Bruna e Luan ficam em dúvida, estava ouvindo aquilo? De verdade?

- Vanessa? Você tá bem? Você acaba de dizer em outras palavras pro Luan perdoar o Anderson? – Bruna fala assustada.

- Eu disse isso? Bom, eu aprendi Bruna que o ódio, a mágoa só faz mal pra quem sente, as pessoas erram, as pessoas cometem coisas em alguns momentos inimagináveis, somos humanos e passíveis a isso. Depois que sai daquele hospital, repassei toda a conversa daquele dia, e percebi que o Anderson nunca me entendeu, nunca me conheceu na verdade. E olhando de outro ângulo, ele estava querendo proteger o Luan de alguma interesseira pelo que entendi. – Luan e Bruna prestavam atenção – só que foi em direção da pessoa errada, e ele entendeu isso no momento que disse tudo na cara dele. E acabou separando a gente. E acho que não há sofrimento maior do que ele está passando, a consciência nos consome, é torturante, eu sei bem o que é isso, só que sofri de outra forma. Pessoas cometem erros Bruna, tem que ser ponderado.

- Nossa, você é...surpreendente. Então perdoaria o Anderson?

- Não sei se perdoaria, mais garanto que em relação a ele agora não sinto nada. Só desejo que ele pense bem no que fez e melhore seus conceitos. Nada mais. – Vanessa era verdadeira quando falava, era perceptível, falava com segurança e convicta do que dizia.
Era a mulher perfeita, pensava Luan, e confessa que nunca a conheceu de verdade. Talvez se eel não fosse famoso, tivesse tido mais tempo pros dois...talvez.

- Vanessa, eu não posso deixar de perguntar isso. – fala com vergonha.

- Não deixe então, pergunte.

- Porque você não voltou pro Luan? Se disse todo esse discurso agora de perdão, não guardar mágoas? – Luan a cutuca, mais no fundo queria saber, estava com medo dela falar que era pelo Sorocaba. Que o amava afinal de verdade.

- Por medo Bruna. Parece absurdo mais, tenho medo. Seu irmão, como eu disse a ele, foi tudo de melhor que me aconteceu, mais sabe aquele ditado das nossas avós: - Gato escaldado? Pois bem, tenho medo de me machucar, e se voltássemos? O que as pessoas iriam dizer? Iriam comentar? Seria muita falassão e não quero me expor mais do que fui.

- Ele te ama. – Bruna fala e  Luan sussura – Eu te amo.

- Eu tenho uma vaga lembrança que essa foi a última coisa que ele me falou, bom mais eu estava na UTI, talvez delirei, sonhei, não sei. Mais dói saber disso, é como se eu estivesse comentendo um crime por não querer corresponder a ele.

- Isso não é certo. Você ainda o ama? – Bruna não tinha receio em perguntar.

Silêncio. Luan se decepciona por ela não responder.

- Porque você acha que eu fiz tudo isso? Eu renuciei o nosso amor pra não sofrer, eu sou uma covarde, eu sei, mais...sim eu ainda o amo.

Luan pensava: - Ela ainda me ama? Eu estou ouvindo isso? – Levanta e seus olhos brilhavam de alegria. Bruna faz sinal para que se acalma e volta a sentar.

- Olha, eu simplesmente não entendo vocês. – Fala com raiva.

- Não tente Bruna, um dia você vai entender que temos que abrir mão de certas coisas para não nos machucarmos, mesmo quando isso é um amor. – Luan entendia bem isso.

- Mais vocês são amigos?

- Acho que sim Bruna, acho que sim, pelo menos de minha parte. – Fala rindo da pergunta preocupada de Bruna.

- Melhor assim, olha vou desligar, e vou falar pro Luan que te liguei certo? Darei notícias.

- Ok, ok. Diga a penas que estou bem.

- Direi. Beijo.

Fim da ligação.

Vanessa sabia que aquele questiobário todo de Bruna tinha algum fundamento, restava saber qual.

Em Londrina, Luan não se aguentava de tanta alegria, ela o amava.

- Você ouviu? Ela não tem raiva de você, agora não entendo proque você se afastou, não insistiu, você é um frouxo Luan, desculpa. – fala irritada.

- Olha Bruna eu – aponta o dedo – eu fiz o certo tá?

- Não venha me dizer daquela promessa idiota, você realmente quer abrir mão dela pra concorrência? Você não se diz o gostosão? E tarará? Então? Eu não te conheço Luan, vocês dois se amam e você desiste, melhor, os dois desistem? Realmente vocês se merecem, definitivamente. Agora me responde uma coisa, você a ama?

- Sim, com todas as minhas forças.

- Você a quer?

- Quero como o ar que preciso pra viver.

- Eu vou te ajudar, a um tmepo, eu disse ao Sorocaba que apoiava que ele ficasse com ela.
- Você disse isso? Bruna, você é minha irmã!!

- Tá, eu sei, mais você foi mal com ela e ele estava sempre ali, então disse isso, mais vejo agora que você está arrependido, e merece crédito. – bate no ombro do irmão.

- Rá, sei, irmã fura olho.

- Você quer ajuda ou não?! – fala irritada.

- Quero vai...mais acho que não vamos progredir não.

- Deixa de ser pessimista Luan. Confia em mim tá? Vai dar certo.

- Por isso que tô aceitando, quero ver algo no mundo que você não consiga. – fala admintindo.
- Eu sei maninho, eu sei disso!

- Convencida.

- Olha, a Vanessa disse que vocês são amigos não foi?

- Acho que ouvimos isso hoje. – admite.

- Então, comece a recuperar a confiança dela a partir disso, seja amigo dela, assim como o Sorocaba tá sendo, mostre quem você é, recupere o tempo perdido, ela não disse que vocês nunca se conheceram? – Luan afirma com a cabeça, estava atento, Bruna sempre tinha razão, queria pensar como ela, não era justo, ele era o mais velho - Ou em outras palavras, começaram da forma errada? Não foi isso? Então, comecem da forma certa, um tem que ceder, e vai ser você. Seja amigo, esteja sempre ali, dê atenção. Eu vou te ajudar, então não se preocupe, isso são só os primeiros passos.

- Mais como Bruna? Se moramos em dois extremos. E eu viajo o Brasil todo.

- O Sorocaba também faz isso, e mesmo assim, semrpe vê ela, me polpe Luan, acorda!!

- Eu não sei como...

- Seja você apenas, mostre a ela quem é o Luan Rafael Domingos Santana. Faça ela se apaixonar mais uma vez, não desista.

Bruna tinha razão, ele a amava, não podia desistir, iria lutar, iria mostrar a ela que ele é o homem certo, o homem que sempre a amou, iria mostrar suas qualidades, seus defeitos, iria lhe ensinar tudo sobre ele, e pra isso precisava descobrir ao máximo sobre ela, seria o jogo da conquista começando do início. E tendo Bruna como aliada e amiga dela, seria fácil. Mais e o Sorocaba?

- Bruna, e o Sorocaba? – pergunta em dúvida.

- Você não pode negar que ele a ajudou certo? Seja compreensível e volte a ser amigo dele também, ela semrpe vai ter um carinho enorme por ele, faça ela o ver como melhor amigo, e não como amor, mais para isso tem que conquistá-la,  Vanessa tem facilidade de encantar as pessoas, ele deve tá só encantado, comovido, mais mostre que pode ser melhor, que pode ser ”o” melhor pra ela. Mostre a ela que você pode ser os dois em um, seu amigo e seu amor. Agora você vai ter que suar viu?

- Mais eu já sei por onde começar, terei que mudar meus conceitos, minhas atitudes, meu temperamento, e vai começar quando eu a encontrar lá bo Rio, mais lembrando que agora eu tneho mais um inimigo.

- Quem? – Pergunta sem entender.

- A Mary, ela vai atrapalhar, e tem como preferido o Sorocaba.

- A Vanessa é quem vai decidir o que ela quer, e tenho certeza que vai ser você. Estamos juntos nesse plano? Porque já tenho outra forma de juntar vocês dois, mais faça o melhor lá no Rio primeiro para o que estou pensando aqui dar certo. Ok?

- Fechado minha gênia! – Fala a abraçando e assanhando seus cabelos.

- Para s enão eu não te ajudo tá? – fala séria.

- Parei já. – riam juntos.

Luan voltaria no Rio dali a alguns dias pra encontrar com Vanessa, iria mudar seu comportamento, e teria mais um aliado além de Bruna, esperança, iria conquistar a mulher da sua vida mais uma vez, e dessa vez para semrpe, não seria fácil com uma concorrência como seu ex-amigo? Não, ele teria que entender, e mostraria não só a Vanessa, mais a Sorocaba que ele era o melhor pra ela.

- Deculpa mais essa guerra já é minha parceiro. – Fala Luan enquanto pensava.

- O que disse Luan? – Bruna pergunta sem entender.

- Nada, continua aí o que você tá planejando.

Os dois conversavam, estudavam maneiras de Luan encontrar Vanessa, de estar prsente na sua vida, viagens, telefonemas, cartas, presentes, conversas, lugares. Mil e uma coisas iamgináveis e que Luan começava a acreditar que daria certo.

CONTINUA...
Bom amores, e agora? Luan até que em fim vai lutar pelo seu amor
E vai ser lindo as loucuras que ele vai cometer pra conquistar Vanessa
AGUARDEM!
Queria comentar a respeito de uma coisa aqui, vou me estender mais leiam e entendam o que penso a respeito certo? Apenas leiam:

Anônimo disse...
essa web ta muito dramatica uma historia que era pra ser dela e do luan ja tem aque pioor é que ele é o bom e o luan é o mal :S
Anônimo disse...
tem que muda serio ! esse é meu palpite
o luan ta passando coisas demais ja é exagero
ele tal de sorocaba aff nao ta mais legal não :S 

Vou me explicar, amores, sempre acatei a opinião de vocês aqui, e sabem que aceito tudo de bom grado, inclusive as críticas, digo isso a todas sempre, e em especial as leitoras que mantém mais contato comigo.

Sabem que digo que vocês é que fazem a #Fic, como algumas que dão palpites sobre o que querem que aconteça, dão idéias, e sempre cito quem ajudou, porque o mérito não é apenas meu. OK?

Pois bem, vou responder agora a essa pessoa que não se identificou, linda, na vida da gente nada acontece como queremos concordam?  Sempre acontecem situações assim, a vida do Luan, como a nossa não é perfeita, e numa invenção como a #Fic não poderia ser diferente. 

Se a Web está dramática, porque cada um tem uma maneira de escrever, ninguém é igual a ninguém certo? Acompanho muitas Web’s e entendo a forma que de cada uma escreve. 

Cada uma tem seu diferencial, lógico que a gente sofre junto, a gente não quer que isso aconteça, mais penso da seguinte forma: - No próximo post isso vai mudar de figura. 

Me corrijam se estiver errada, mais nunca fugi aqui do tema central que é o Luan, o Sorocaba entrou, é um personagem secundário, e pode sair de cena a qualquer momento, se não estiverem achando legal como o anônimo acima, por favor, me digam.

E esses “exageros” como disseram, são fatos que vão fazer o diferencial lá na frente, não sei se perceberam, mais o Luan que "criei" tem que se moudar, aprender, e isso vai ser ressaltado mais adiante.  Isso que tá acontecendo vai ser necessário agora.

Desculpem abrir essa discurssão, e não fiquei magoada com a crítica. Só queria esclarecer ok? Obrigada por acrescentarem, mesmo que dessa maneira, e agora mais do que NUNCA pergunto: O QUE REALMENTE ESTÃO ACHANDO DA #FIC. Se concordam com a nossa colega anônima ali em cima, preciso saber. Obrigada *-*

Comentem e se expressem se sentirem vontade minhas lindas =)

Vanessa Gomes

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Capítulo 3 (Parte 15)

- Vocês são os acompanhantes da paciente Vanessa Gomes? – Pergunta o médico.

- Sim . – Respondem os três nervosos. – Luan percebe que sua família chegava nesse exato momento, Dag e Rober também acompanhavam.

- E aí Doutor? Pelo amor de Deus, como ela está? – Pergunta Luan desesperado.

- Bom, as notícias não são nada animadoras. – fala decepcionando-os - Sabem dizer se ela tomava algum tipo de substância a algum tempo?

Nanny quem responde: - Sim Doutor – pega a bolsa de Vanessa e mostra os remédios ao médico.

- Meu Deus! Já era de se imaginar, eu bem que suspeitei, para a idade dela isso que aconteceu não é normal. A quanto tempo ela vem tomando isso?

- A mais de um ano Doutor. -  Nanny responde.

- Ela importava direto dos EUA? Porque estes só vendem por lá. Estão todos escritos em inglês. A dosagem é o dobro da substância fabricada no Brasil. Ela devia ter procurado um médico para prescrever outra substância. – explica.

- Sim Doutor, o Senhor falou, falou, mais o que isso quer dizer? – Pergunta Luan sem entender.

- Ela teve uma arritmia cardíaca, devido a esses remédios. – mostra-os a Luan.

- Arritmia? O que é isso? Tem a ver com o coração? Ela tá bem? Fala Doutor pelo amor de Deus!

- É o aceleramento dos batimentos cardíacos Luan. – Dag responde pra ele interrompendo o médico – Boa tarde, gente, desculpa Doutor, mais eu não pude deixar de ouvir.

O médico continua: - Devido a super dosagem, ou quando se toma um remédio por muito tempo, como é o caso dela, acontece isso. O coração pode diminuir o ritmo ou aumentar freneticamente, como foi o caso dela.

- Mais ela vai ficar bem não vai Doutor? – Pergunta desesperado. – Ela vai ficar bem?

- Ela está na UTI. Teve o início de uma parada cardiorespiratória, estamos observando, fazendo o possivel na verdade. – o médico não dá muitas esperanças.

Todos se desanimam.

- Quais são as chances Doutor? – Dessa vez quem pergunta é Sorocaba.

- Não sei dizer precisamente, é muito difícil analisar em termos de chance, porque depende de paciente pra paciente, eu na verdade não entendo como ela conseguiu chegar até aqui com as dosagens desse tipo de medicação. São muito fortes, e sendo tomados todos os dias, já era de se esperar. E pela idade dela, os efeitos são piores do que numa pessoa de maior idade, se e que me entendem.

- Sim Doutor, ela tinha total noção disso tudo, ela sabia que a qualquer momento poderia acontecer, só não esperava que fosse tão rápido.. – Fala Nanny desanimada.

- Bom aguardem mais notícias e se acreditam em alguma coisa, ou tem alguma fé, orem por ela. Estamos fazendo o possível. – o médico vira-se e volta em direção a UTI.Os outros ficam em desespero.

- A culpa é minha, a culpa é minha, eu devia ter ouvido, ter acreditado nela. – Luan falava sem parar.

- Calma Luan. – Bruna o consolava.

Lágrimas começavam a vir dos olhos de Sorocaba, ele sentia raiva, estava perdendo seu amor, mesmo antes de tê-lo, não era justo. – A culpa é sua sim seu...seu... – não consegue terminar de dizer.

- Olha, ninguém teve culpa aqui certo? Isso foi uma fatalidade.

- Fatalidade? – Sorocaba fala em tom de desespero – Ela só tomou esses remédios por conta do seu filho, você tem ideia do que ela passou? Não, porque ninguém chegou a ver ela como eu vi, uma morta viva, por conta desse...

Marizete entende que estava sendo difícil, mais ignora olhando pra Luan que estava em choque: - Acho que já foram muitas emoções por hoje filho, vem com a gente pra casa? Descança e amanhã você volta. O médico disse que não podemos fazer nada além de orar.

- Não mãe, não vou embora, eu preciso ficar, eu perciso ficar. – Fala aos prantos.

- Então todos vamos ficar Luan, estamos aqui com você, não vamos te deixar sozinho – Fala Amarildo, Luan o olha agradecendo.

Dagmar estava preocupada, a imprensa logo saberia onde Luan estava, muitas pessoas o viam e o reconheciam. Teria que fazer algo.

- Olha pessoal, eu vou ali falar com o Diretor do hospital, afinal de contas temos aqui o Luan e o Sorocaba, seu show já foi cancelado e isso vai dar o que falar.

- Que se dane! E pouco me importa Dagmar! Tudo que eu mais quero e que ela fique bem!

- Sim Luan, mais isso vai piorar a situação, cheio de fotógrafos e imprensa  por aqui não acha?
Então fica calmo e deixa que eu resolvo. – Luan odiava admitir mais Dagmar tinha razão.

- Cê tem razão Dagmar, concordo. Só vou ficar aqui mais algumas horas, mais tarde tenho show e não posso cancelar, infelizmente. – Fala Sorocaba arrasado.

As horas não se passavam, nenhuma notícia, só o movimento dos médicos e falatórios pelo Luan estar ali. Já eram quase 22hrs, Sorocaba já se preparava pra sair, iria se apresentar as 23hrs. Quando ouvem um barulho, alguém gritava, a voz de uma mulher.

- Onde ela está? Cadê minha filha?! 

Era Mary, todos levantam assustados quando a veem entrando na sala da recepção. Parecia uma louca desesperada, e com razão.

Ela enxerga apenas uma pessoa, uma pessoa que seria a razão de tudo aquilo ali, a razão da sua filha estar mais uma vez em um hospital entre a vida e a morte: - Luan. 

- O que você fez com minha filha seu canalha? – Vai agressiva em cima dele, Luan não revida, ele merecia ouvir aquilo.- Já não basta todo o mal que causou a ela? Achou pouco? Deve estar satisfeito a vendo nessa situação, eu te odeio, eu te odeio! Odeio todos vocês, maldita hora que cruzou o caminho da minha filha!

- Calma Mary. – Falava Luan desesperado – eu não tive culpa, mais mereço ouvir isso de você, foi lamentável o que aconteceu, foi devido aos remédios e agora temos que aguardar.

- Lamentável? Calma? Como pode e pedir calma? É a minha filha que está ali na UTI. Minha filha! Eu quero ver minha filha agora!

Sorocaba se aproxima etenta acalmar: - Mary, tenha calma, se não vão ser obrigados a tirar você daqui, e você não quer ficar longe da Vanessa quando ela acordar não é?

Mary o abraça e chora: - Minha menina Sorocaba, eu quero minha filha bem, não quero a perder. Eu quero a Vanessa aqui, comigo, bem de novo!

- Xiiii. Nossa menina é forte, e vai sair dessa Mary, tenha calma. – a conforta.

Luan não consegue ver aquilo e sai da sala, realmente sua presença ali era inútil, vai até a cantina e pede um café bem forte. Roberval e Bruna o acompanham.

- Que loucura hein meu irmão? – Fala Roberval. – Bruna o cutuca. – É..café? Você não gosta de café. – disfarça.

- Eu preciso disso ensse momento, isso tudo parece um pesadelo, eu a perdi uma vez por minha culpa, e agora posso perder por completo, eu não quero isso, não quero.

- Calma Luan, isso não vai acontecer, a Vanessa é forte. Você vai ver. – Bruna o ajuda.

- Você não viu a mãe dela? Ela me odeia Bruna e com razão, só quiz dar ouvidos ao Sorocaba, eu não sei o que fazer, eu estou perdido. Estou sem chão, quando penso que estou a recuperando, a perco de vez.

- Não fala assim cara, vai ficar tudo certo, aguarda e ora como o médico falou. – Rober o consolava.

- Não vai Rober, o Sorocaba saiu na frente, não tenho mais nenhuma chance, ela merece um cara como ele, aliás, não sei nem o que estou fazendo aqui, assim que souber de boas notícias eu vou embora, sumir da vida dela, deixar ela em paz, se ela ficar bem, eu prometo não causar mais nenhum mal. Eu juro. – bate na mesa com força.

- Luan, não desiste, vocês se amam. – Bruna fala o repreendendo.

- Ela também ama o Sorocaba Bruna. Não posso mudar, ele é melhor que eu, ele vai fazê-la feliz, e eu não vou atrapalhar. Eu juro.

Amarildo se aproxima deles: - Luan, o médico veio trazer notícias, vim chamar você, vamos? Melhor todos estarem juntos.

Todos levantam e vão até a recepção, lá Sorocaba não estava mais, já tinha ido ao show, Mary estava chorando, mais tranquila agora, e Marizete junto com Nanny a consolava.

- Bom estão todos agora? – Pergunta o médico.

- Sim Doutor, pode falar. – Amarildo responde.

- Bom, ela está reagindo bem a medicação, ainda respira com a ajuda de aparelhos, o coração voltou aos batimentos normais, ela não vai poder tomar esses remédios por um longo tempo, se continuar assim, logo sairá da UTI e irá para o quarto.

- Ai Doutor, obrigada, isso é ótimo. – Fala Mary.

- Mais ainda temos que esperar, ela pode ter ainda outras paradas, mais por enquanto, está bem. E estamos fazendo o possivel para não deixar ela piorar, todo cuidado é pouco.

- Eu posso vê-la Doutor? – Mary insiste.

- Melhor não mãe. Ela precisa descançar e está desacordada ainda.

Ela apenas acente com a cabeça. 

Alívio. Luan recupera as energias, ela ia ficar bem, ela ia se recuperar, ela era forte sim, não iria decepcionar a todos. Lembra da sua promessa feita a pouco, e sai atrás do Doutor. Ninguém percebe, estavam eufóricos com a notícia.

- Doutor, Doutor! – Luan grita baixo.

- Sim meu  jovem? – Fala virando-se pra Luan.

- Eu preciso ir embora agora, mais antes eu queria poder vê-la, por favor? Talvez seja a última vez que possa estar perto dela.

- última vez? Não meu jovem, ela vai ficar bem, vai poder ver ela várias vezes. Mais eu já disse que não posso, mesmo você sendo o Luan Santana. – o médico o olha pedindo desculpa.

- Não é por isso Doutor, pouco importa quem eu sou, o que importa é que ali dentro, está a mulher que eu mais amo e que preciso vê-la uma ultima vez e deixá-la ser feliz.

- Se você a ama, porque vai deixá-la?

- Porque já fiz ela sofrer demais, e em partes a culpa é minha de ela estar naquela UTI, mais existe alguém que vai cuidar dela melhor que eu. Então não me negue isso, por favor?

O médico se comove: - Está bem rapaz, me acompanhe, agora não pode se demorar ok? Seja rápido.

Luan entra numa sala, lava as mãos, calça em seus pés umas botas de tecido, coloca touca, máscara e uma bata verde. Estava pronto.

- Seja rápido, por favor. – Fala mais uma vez o médico.

Luan entra, e era horrível de se ver aquilo. Vanessa toda entubada, o barulho das máquinas era uma tortura, chega perto e passa a mão na sua testa.

- Meu amor, você tá bem? Me perdoa, eu te amo tanto, eu era quem devia estar aí no seu lugar, sinto muito por tudo que aconteceu, por não ter acreditado em você, por ter te deixado chegar nesse ponto. Eu fiz uma promessa lá fora,  sabia? – Luan conversava como se ela o entendesse – e parece que fui ouvido, ele vai cuidar de você, tenho certeza, eu estou te deixando, mais é para o seu bem. Mais saiba que eu te amo, que você sempre vai ser meu grande, verdadeiro e único amor. Eu só precisava te ver mais uma vez antes de te deixar, na verdade eu queria ser ele agora, ser a pessoa certa pra você. Mais percebi que não sou o melhor nesse momento, veja só você onde foi parar por minha causa? E eu não quero que isso aconteça mais. O meu amor por você é tão grande que preciso fazer isso, renunciar pra ver você bem, em paz, feliz, inteira. Se cuida meu amor, não faz besteira, fica bem. – Abaixa e sussurra no seu ouvido – E lembre-se eu te amo.

Vira saindo as preças e deixando as lágrimas cairem, deixando seu amor, deixando mais uma vez sua felicidade para trás.

CONTINUA...
Ai amores, dá uma dó do Luan hein?
O que será que vai acontecer agora? Palpites?
Próximo Post depois de 20 Comentários *-*
Vale pro aqui, pelo TT @FanficUmaHdAmor e @vanesssinhaa
*Queridos anônimos =)
peço que coloquem o nome ou TT ao final do comentário certo?
Se leem e gostam, então comentem
não sejam como leitores fantasmas PF?
Ah amores voltando aqui, quero agradecer a Amannda Lima do @PlanetaSantana
que contribuiu para que esse capítulo acontecesse.
Ela entende né?
Brigada Mandinha *-*