terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Capítulo 4 ( Parte 12)


Luan não precisaria cozinhar, pelo menos não naquela noite, uma ligação e a opinião dele o salvou. Vanessa perguntou num leve tom distraído: - Tá bom vai, se você tivesse sozinho no hotel agora, o que comeria?

- Pizza. – responde sem pensar.

Era impossível não rir das conversas bobas de Luan, falava da iluminação da cidade, ria da garota que tentava beijá-lo no show, das fãs e que queria morar com ela, ali no Rio um dia, o que fez o coração de Vanessa dar pulos de alegria.

Sobem as pressas pelo elevador, Luan brincava com seus cabelos enquanto se olhavam no reflexo do espelho. Vanessa não prestava atenção nas suas palavras, apenas na imagem que estava atrás dela, um anjo talvez? Mais beleza alguma se igualava a dele.

Ela procura a chave na sua bolsa enquanto ele batia o pé impaciente: - Você é sempre assim? – o olha rindo.

- Só algumas vezes, quando quero ficar logo entre quatro paredes com certa pessoa, apesar que corredores não é má idéia. – se aproxima do seu pescoço beijando de leve e causando arrepios por todo seu corpo.

- Luan, Luan. – acha as chaves e – você não toma jeito sabia? – ele ri alto.

- Eu sei que cê gosta. 

- Mais não faça proveito disso – falam entrando e Luan fecha a porta com o pé enquanto a beijava. – A pizza deve tá chegando. – Vanessa ria tentando se afastar de Luan.

- Não to com fome. – continua a beijá-la.

- A é? Mais eu to e preciso de um banho. – brincava de ignorá-lo.

- Podemos tomar juntos sem problemas. – insistia.

- Mais aí teremos que parar pra comer e...

- E? – ele para dando atenção.

- Melhor começarmos sem pressa. – sorri dando um selinho.

- Você venceu. – admite.

- Eu sabia desde o início. – ri satisfeita.

Vanessa vai até a cozinha tomar água enquanto Luan fica sentado na sala mexendo na TV.

- Nada de interessante? – aninha-se em seu colo.

- Além de você? – a olha e ri – NADA.

- Bobo. – o abraça mais forte.

- Gosto daqui sabia?

- Do meu apartamento?

- Sim, aqui é aconchegante, me sinto a vontade como se a casa fosse minha, é estranho. – Junta as sobrancelhas enquanto ri.

- Humm -  finge pensar –  mais pensando bem a casa é sua. Não quer ver a orquídea? – muda de assunto – ela tá linda.

- Quero ver se tá cuidando bem dela. – levantam e vão até a varanda.

- Como está? – aponta pra planta.

- Linda. – toca em suas folhas.

- Cuido dela pensando em você, assim como me pediu na carta. – aperta sua mão.

- Mais precisamos fazer algumas mudanças...- olhava o ambiente.

- Mudanças? Como assim?

- Essa planta vai pra li – apontava – a cadeira mais para cá, ganhando mais espaço, e podemos mexer lá dentro também, acho que ficaria legal – olhava apontando para o interior do apartamento.

- Espera, espera, espera! Você quer mudar o meu apartamento? – pergunta tentando entender.

- Nosso lembra? Casal, troca de objetos, Ilha? – refrescava a memória de Vanessa e ela ria entendendo - Se é meu também, vamos deixar com a cara da gente ué.

Estava adorando ouvir aquilo, “nosso” , a disposição dele querer mudar : - Amanhã ok? – tocam a  campainha – nossa pizza.

Vanessa pega os pratos e os talheres e comem no chão da sala mesmo, , enquanto Luan já ia na terceira fatia de pizza Vanessa mal terminava a primeira. 

- Você é rápido sabia? – fala indignada.

- Você que come bonitinho demais. – falava de boca cheia enquanto Vanessa ria dele imitando a sua forma de comer e jogar o cabelo de lado, toma um bom gole de Coca-Cola e sorri inocente.

- Bobo. – Vanessa tomava suco de manga enquanto Luan fazia uma careta.

- Bela mistura, pizza e suco de manga. – zomba.

- Cada um tem um gosto.- ignora.

- Porque não Coca?

- Você é muito curioso sabia?

- Só acho estranho alguém normal não tomar Coca, não vem dizer que é por causa da celulite.
 – joga as mãos pro ar.

- Como sabe?

- A Bruna vive falando isso lá em casa. – vira os olhos como se fosse bobagem.

Vanessa ri e continua: - Não, não é por conta da celulite, é outra coisa.

- Você tá me deixando curioso e sabe que eu não agüento. – a olha sério.

- Eu não vou contar, você vai rir.

Luan se aproxima dela devagar e só a sua leve respiração lhe causava arrepios: - Não adianta, eu não vou contar.

- Tem certeza? – Beija sua clavícula e faz uma linha com a ponta do nariz até sua boca.

- Absoluta. – fala baixo.

Morde sua orelha de leve e roça seus lábios no dela: - Ainda não vai contar?

- Não tenho tanta certeza disso agora. – admite enquanto Luan ria satisfeito.

- Isso é golpe baixo. – diz emburrada – qual a graça de saber o motivo de alguém não tomar Coca-Cola?

- Porque pra falar a verdade, tudo que vem de você é novo pra mim, e se eu vou rir, certeza que você não tem gastrite. – ele ri alto.

- Meu Deus! Eu vou contar isso? – ele faz que sim com a cabeça – não ria você prometeu – adverte e Luan jura com os dedos entre os lábios – eu não tomo Coca-Cola porque ela financiou a Segunda Guerra Mundial, é por uma justa causa tá? 

Luan começa a rir, cai pra trás com as mãos na barriga e Vanessa fica irritada: - Luan! Você prometeu!

Não conseguia parar de rir: - Desculpa amor, mais é só por isso?

- É. – cruza os braços brava e o encara. – ele logo levanta e a beija em sinal de desculpas.

- Desde quando?

- Desde a minha primeira aula de História no ensino médio. – ele ria  muito, ela levava a sério.
- Tá bom, desculpe...mais vez ou outra você toma um golinho vai não disfarça?

Vanessa fica vermelha: - Luan!

- Tá bom parei, cada um com sua mania, mais nunca pensei ouvir isso na vida. – ria mais uma vez.

- Ah é? Me conta agora algo desse tipo sobre você. – o espeta.

- Não tenho. 

- Não acredito!
 
- Verdade, eu sou normal.

- Ok, não quer contar não conta. – fica emburrada enquanto Luan levantava e a tomava nos braços levando pra cama.

- Adoro te ver brava assim. – dá um selinho.

- Eu percebi – imita ele falando, puxando o som do ”R” que tanto adorava. – o quarto de hóspedes está pronto, obrigada por me trazer até aqui, boa noite.

- Ah não! Mal começamos e já tem greve?
Ela ria – Não estamos casados! – reclama.

- Ainda, porque nossa casa vai ser bem maior que esse apartamento, quero um jardim bem grande pra nossas crianças, com piscina, balanço – Luan fazia os desenhos no ar e Vanessa era capaz de imaginar duas crianças correndo sob a grama verde, uma menina loira como ela e o menino maior, com os olhos castanho-chocolate de Luan.

- E uma casa na praia – reclama.

- Ok, uma casa na praia, porque já temos a fazenda. – começavam os planos – Primeiro o menino – a olha pensando que ela poderia  discordar.

- OK, primeiro o menino – ele a olha como quem espera uma explicação por concordar tão depressa com ele – porque não tive irmãos, e queria ter tido um mais velho, pra me proteger, me ajudar, essa é a função dos mais velhos não é verdade? – Luan afz que sim - e depois a Camila ou a Carolina.

- Espera! Camila ou Carolina?

- Isso, são esses os nomes.

- Não, não, não. Nicoli, depois vai vir a Nicoli. – insistia. - Porque esses nomes?

- Eu gosto deles.

- Mais eu prefiro os meus. – começa a discurssão.

- A não Luan, temos que decidir...-  o encarava nos olhos como duas crianças bringando por um doce.

- Depois pensamos nisso, já sabemos onde vamos morar, onde vai ser a Lua de mel, quantos filhos e como vai ser a nossa casa, nomes vem depois do casamento fechado?

- De acordo. Mais...Você quer realmente isso?

- O que? – a abraça forte e ela se aninha em seus braços.

- Construir uma família...comigo?

- Quero, muito! Olho pro meu pai e pra minha mãe e me imagino como ele sabe? Assumindo tudo, cuidando da minha mulher – desenhava círculos em seu braço - buscando meus filhos na escola, quero ser um pai presente como ele. – fica em silencio como que pensando na sua vida, loucura de shows e trabalho, se isso seria possível.

Ela entende, Luan era um pessoa fácil fácil de “ler” quando estava em silêncio: - Você vai ser o melhor pai do mundo, garanto, só não quero que mime a Camila/Carolina como a Bruna.

Ele a olha reprovando os nomes e diz: - Impossível.

- Eu sei disso, mais a curto prazo, temos que resolver umas pendências...

- Sorocaba e sua mãe. – conclui.

- E suas fãs. – fala com medo. - É, mais acho que primeiro o Sorocaba, ele precisa saber..

- Tem medo de machucá-lo não é?

- Muito. – admite – mais nessa escolha alguém ia sair assim – Luan respira aliviado por não ter sido ele e Vanessa entende o abraçando mais forte. – Como vamos fazer?

- Irei trabalhar com ele no estúdio esse final de semana, faremos shows pelo Paraná, mais quero falar com você por perto.

- Eu irei. 

- Sério?

- Quanto antes melhor. – fala decidida.

- Mais tem a Mari...

- A  Mari...- Vanessa ri – tem medo?

- Muito, mais do que andar de avião. – admite.

- E se eu estiver junto, no avião?

- Ficaria mais tranqüilo.

- Então com minha mãe vai ser assim, como andar de avião, só que juntos. Sou de maior, vacinada e capaz de decidir por mim mesma, ela não vai mais fazer isso por mim.

- Pode explicar melhor? – não entende -  Tomar decisões?Como assim?

- Uma outra hora eu falo sobre isso.

- Então, melhor irmos dormir, vou indo pro quarto de hóspedes. – fala decidido e sério saindo da cama.

- Quem disse isso? – o puxa e ele cai na cama.

- A dona da casa. – a olha com cara de criança quando pede pra dormir na cama dos pais.

- Belo papel de marido, indo dormir no outro quarto logo na primeira noite depois de quase casados. – zomba dele.

- Gostei disso – a beija  e ela deitava lentamente enquanto ele ficava por cima – desse quase casados. – sussurra.

- Pelo menos tivemos um cerimonial hoje a tarde lembra? Então façamos valer de fato. – morde seu lábio inferior  enquanto Luan fecha os olhos e sorri de satisfação, gostava de jogos.
- Gosto de mulheres decididas, fiz uma ótima escolha por sinal. – acariciava seu corpo, beijando sua clavícula, seu pescoço, causando arrepios e leves gemidos.

 Ela arranhava suas costas de leve fazendo-o se livrar rápido da camisa, admirava seu peito nu, sobe a meia luz do quarto, olhando em seus olhos fala baixo: - Deixa-me tocar tua pele, sentir o calor do teu corpo e te entregar o meu.

Luan fecha os olhos absorvendo aquelas palavras, não sabia de onde ela tirava tanta coisa bonita, sentia inveja, mais a surpreenderia, como prometera, a olha sorrindo de canto com um olhar malicioso e curioso de menino quando quer aprontar, não falaria mais nada, seus olhos e seus corpos por si só conversariam a linguagem que só os amantes são capazes de entender, mais de uma coisa tinha certeza, atenderia o pedido dela se  rendendo por completo, e ali em meio aos lençóis só era possível ver o encontro de dois corpos nus sem julgamento, desfrutando do mesmo prazer, amor, calor e suor.

Como diz o poeta: 

Dois corpos
Entrelaçados Absortos
Abraçados
Como vela em pavio
Envoltos Colados
Em suor de sal escorregadio sintonia perfeita  dois amantes
Um só corpo...extasiado
A noite por um fio. E um céu de noite...estrelado.


E um só céu, o seu céu particular, com todas as estrelas completas, não faltava mais nada. Tinham um ao outro e isso bastava.

CONTINUA...
E aí amores?
Aguardem mais romance no próximo dia...
Imaginem quando Sorocaba souber? :o
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Capítulo 4 ( Parte 11)




Partem rumo a cidade do Rio, sob o pôr do sol, Vanessa insiste que Luan dirija.

- Luan entra ali por favor? – ele vira fazendo seu pedido.

- Aonde vamos? – pergunta curioso.

- Vou pro meu apartamento. – fala o óbvio.

- Não vai voltar comigo pro hotel? – faz bico, ficava lindo daquele jeito.

- Só se a terceira parte for lá. – ri espontânea.

- Não, não é. A terceira parte é o meu show, quero você me assistindo, e mesmo cantando pra todo mundo, ele vai ser todo pra você..e depois...

- E depois...- entende o que queria dizer ao ver um leve mordiscar de lábio dele.

- Bom, eu fico aqui, preciso de um banho e de roupas.

- Ah roupas, esse e o problema? E aquela mala toda lá no hotel?

- Não servem. – admite como se fosse normal.

- Rá, mulheres. – Luan estaciona em frente ao condomínio e observa um pouco a orla, virando-se pra Vanessa. – é aqui?

- Como advinhou?

- Marco bem os lugares. – ri satisfeito.

- Não quer subir? – sorri com a mesma malicia nos olhos que Luan.

- Adoraria, mais corro o risco de não voltar e tenho um show. – admite.

- Bobo, eu vou direto pro show certo? Não passarei no hotel.

- Porque não? – faz bico.

- Namoramos escondido lembra? Tô pensando até em pegar uma peruca e ir disfarçada, minha cabeça corre perigo.

Luan ri: - Nem tanto, o Rober resolve.

- E tenho que ligar pra minha mãe também, ela deve tá louca sem notícias...e não duvido nada estar a caminho do Rio agora.

- E a Dag vai me matar – fala mudando de assunto - nos vemos daqui a pouco? Promete? – parecia que a cada despedida não iriam mais se ver.

- Prometo, foi tudo lindo, obrigada. – o beija e abre a porta do carro saindo mais para no vidro. – espera, você sabe voltar?

- Tentarei, deixa comigo – pisca e sorri torto só do jeito que ele sabia fazer.

- Olha você segue em frente, depois do cruzamento vira a...- Não adiantava mais falar Luan já havia saído.

- Teimoso, quero só ver como vai pedir informação “ Oi sou o Luan Santana e estou perdido, onde fica esse hotel”? – fala imitando ele enquanto entrava no condomínio – duvido que lembre o nome do hotel do jeito que é e a Dag é quem vai me matar por isso. Teimoso...teimoso! – repetia irritada enquanto Luan provavelmente estava rindo a essa hora.
Passa na portaria e percebe que dois Senhores riam dela falando sozinha, pega algumas correspondências e sobe. Lembra que seu celular ficou no hotel, resolve ligar do fixo, não sabia como sua mãe estaria, provavelmente irritada por não dar notícias.

- Oi mãe. – fala com medo.

- Onde estava? Te ligo e ninguém atende! – Tinha razão, ela estava irritada.

- Calma, desde que cheguei estou ocupada mãe, limpando o apartamento, desculpe estava tão aturdida que esqueci de ligar, está tudo bem certo?

- Muitos estragos? – Perguntava com curiosidade e em tom de dúvidas.

– Não, quando cheguei eles tinham conseguido abrir e estava tudo sob controle.

- Menos mal – Mari parecia não acreditar – como isso aconteceu?

- Não sei mãe, talvez a pressão da água, olha eu estou morta de cansada, preciso de um banho e dormir, se importa? – Era melhor não dar muitas explicações, só iria complicar sua situação inventando histórias.

- Claro que não, fica bem e descança. – fica desconfiada.

- Obrigada, e desculpa mais uma vez, prometo voltar com calma certo?

- Vou cobrar, um beijo filha e espero que não esteja me escondendo nada.

Uma leve fisgada no estômago – porque mães tem 6° sentido? – Não mãe, não estou e tá tudo ok certo? Fica tranqüila.

Desligam, Vanessa não gostava de mentir e se sentia uma adolescente namorando escondido, quer dizer não era mais uma adolescente mais namorava escondido o Luan Santana? Era isso?
As palavras de Luan, os gestos, os sorriso ecoavam por sua mente, tira do seu bolso uma pequena concha num leve tom de rosa e leva até a sacada do apartamento, a deixando lá, perto da orquídea, o saquinho branco com o o anel de Luan, pensaria depois onde colocá-lo, deixou apenas ao lado de sua cama, enquanto tomava banho era capaz de sentir ele sussurrando ao seu ouvido, seu cheiro e o peso de sua mão a apertar a sua, não tinham se separado um minuto sequer, e como ele foi ousado, imprevisível em levá-la aquele lugar, nunca se imaginou numa Ilha, ou num mirante, se realmente era um sonho, não queria acordar, mais se acordasse o que queria ver a sua frente eram os olhos de um tom castanho-chocolate profundo a fitarem os seus.

Doia saber que dali a horas iriam se separar, pensava enquanto escolhia sua roupa, pega uma saia cintura alta preta justa e uma blusa rosa pink de tecido colado,  e sandália alta, pegou uma bolsa de mão e quando estava quase pronta, tocam a campainha.

- Que é a essa hora? – fica em dúvida – ninguém avisou que subiria...estranho.

Abre a porta em dúvida e vê a sua frente Luan parado com sua mala a sorrir desconcertado com a cabeça de lado enquanto a olhava, daquele jeito que só ele sabia fazer.

- Está linda.

- Luan? Por isso não me avisaram nada que você estava subindo, entra. – dá espaço e ele entra.

- Luan Santana tem algum crédito sabia? Eu precisava me sertificar que não daria com o pé atrás.

- Pensava que eu não iria ao show? – o olha incrédula.

- Pensava, mais pelo que vejo, terei ótima companhia. – sorri a beijando.

Quando terminam o beijo, Vanessa percebe que Luan não carregava apenas sua mala, eram duas, uma em proporção menor, olha também sua roupa, uma camisa gola “V” branca pro baixo e sobre ela um xadrez azul, lembrando que adorava azul, calça escura e tênis preto em detalhes vermelho. Estava lindo.

- Duas malas? Eu levei apenas uma. 

- Bem...a terceira parte do nosso dia não é apenas o show. – a olha fazendo suspense.

- Luan Rafael Domingos Santana não me diga que vamos viajar proque eu trabalho amanha então desculpe mais isso está fora...- Vanessa começava a falar entendendo o que ele pretendia.

- Xiii não é nada disso, não vamos viajar.

- Não?!

- Não, você a partir de hoje terá um hóspede.

- Meu Deus! Eu não acredito é você?

- Espero não se irritar com a bagunça, com as roupas pelo corredor, com o meu fuso-horário...- começava a citar mais coisas.

- Espera, você tá falando sério? Vai ficar aqui? E sua família Luan, passa tanto tempo fora e não é justo...

- Eles já me tem sempre, você não, terei apenas dois dias de folga e passarei aqui, com você.- Falava como se tudo fosse simples demais.

- Isso é ótimo! – se joga nos braços dele – Mais você está disposto a ficar trancado dois dias no meu apartamento? Eu saio de manhã e só volto a noite Luan..não vai ficar chato?

- Garanto me divertir mexendo em suas coisas, e afinal teremos a noite toda não é mesmo? – a beija com intensidade e desejo acariciando seu corpo com as mãos urgentes.

- Temos um show lembra? – ri e o solta.

- Ai – geme reclamando – lembro, vamos?- Quem disse que estou pronta?

- Pra mim está perfeita, a van está nos esperando. – puxa seu braço enquanto ela resistia.

- Luan? Eu não posso ir com você, podem nos ver, melhor eu ir no meu carro certo? – era difícil dizer não a ele .

Ele a olha decepcionado – Tem razão, mais não quero que isso dure por muito tempo, é difícil. – admite.

- Teremos três noites pra conversar sobre isso, temos que colocar alguns pontos nos ‘is”.

Luan concorda a beija e sai dizendo? – Te espero no show, não demora, porque se não vou ficar com ciúmes.

- Pode deixar bobo e obrigada pelas malas.

Era demais, Luan ficar com ela esses dias? Estava realmente sonhando? Ele era sim perfeito, e realmente cumpria a promessa de nunca parar de surpreendê-la.

Ela não demora, e em minutos estava com a maquiagem pronta, pega as chaves do carro e desce até a garagem, iria ver o seu show, o melhor show que já foi na vida. Casa cheia como sempre, se desespera ao ver inúmeros fotógrafos e liga pra Rober pedindo instruções, aguardava no estacionamento quando vê uma figura grande caminhando em sua direção, era Wellington e trazia em sua mão algo de tom preto.

- Oi. – ele sorri com vergonha enquanto Vanessa o cumprimentava – olha, trouxe isso, se importa? – mostra um casaco preto de tecido pesado e com capuz, por sua sorte estava chovendo fininho.

- De forma alguma. – o toma de suas mãos e veste entendendo que era pra não ser reconhecida.

- Olha, você caminha e me segue certo? Manteremos uma certa distância pra não haver suspeita.

- Sem problemas –falava enquanto ouvia as instruções daquela figura magra e séria a sua frente.

Algumas meninas gritavam seu nome, - Wellington! Wellington! – Era incrível como as pessoas que trabalhavam com Luan tinham o mesmo envolvimento que ele, elas não queriam saber se era acessor, secretário ou segurança, apenas queriam demonstrar carinho, que sabiam quem ele era. Por um minuto imagina se soubessem quem era aquela mulher misteriosa de capuz preto e cabeça baixa passando por um corredor estreito que levaria direto ao camarim. Tinha a certeza que não teria a mesma recepção que os demais.

Mais por ele valia a pena o sacrifício, ao abrir aquela porta e enchergar aquela figura de frente ao espelho “bagunçando” os cabelos tudo tinha sentido, razão e cor. Ao encontrar aqueles olhos castanho-chocolate queimando nos seus seguindo do sorriso, percebia que nada mais importava, a não ser ele.

- Você tá linda, mulher de preto. – elogia e a abraça.

O melhor abraço do mundo -  pensava – tudo por você.

- Desculpe. – diz envergonhado.

- Não, foi melhor, não teria a mesma recepção que o Wellington – ri o olhando no canto ainda sério – tenho certeza.

Dagmar vinha chegando as pressas com Rober dizendo que as fãs estavam esperando, dessa vez Luan as atenderia primeiro.

- Vanessa se importa de sair? – Rober a olha com vergonha, era difícil mais necessário.

- De forma alguma, fiquem a vontade, vou seguindo pro camarote. – beija Luan e deseja boa sorte baixinho.

- Fica do lado do palco certo? – Dagmar falava enquanto Wellington a guiava até lá.

Ele seguia calado e era constrangedor até que Vanessa resolve falar: - desculpe por isso Wellington.

- Estou acostumado – sorri simples – você não é a primeira. – se toca do que falou – desculpe.
- Não se preocupe, eu sei disso. – era compreensiva, não importava ele estava com ela agora, confiava incondicionalmente nele.

- Mais eu prefiro você. – fala com sinceridade. – as outras mal conversam comigo, e são cheia de frescuras.

Vanessa ri da sinceridade de Wellington ao falar das outras mulheres e agradece, afinal era um elogio – Obrigada.

- Chegamos – abre a porta, o camarote era de um tom vermelho, tinha sofás, bebidas num canto, alguns vasos e fazia jus ao nome “Camarote VIP”. 

Vanessa se acomoda e observa aquela multidão que veio prestigiar o seu “Rafael”, e percebeu que amava a todas aquelas pessoas quanto ele, porque elas também o ama, o que seria impossível se não sentissem de fato, ele é encantador, mais acima de tudo estão sempre com ele, e demonstram isso de toda forma, e sabia que onde quer que estivessem, estariam sempre orando e protegendo seu menino de sol, seu anjo, seu mundo.

O camarote começa a encher com outras pessoas, mais não conhecia nenhuma delas, estavam bem vestidas e talvez a acharam antipática, pois não trocou nenhuma palavra com elas, sua atenção era voltada toda para o palco, para “seu show particular”. Mais era injusto pensava, aquelas pessoas mereciam tanto quanto ela, então dividiriam seu anjo, que explodia no palco, pulava, cantava e agitava a multidão.

Olhava várias vezes em direção a o camarote, acenava e as pessoas lá dentro, ou daquela direção enlouqueciam, mal sabendo elas, que a mulher misteriosa e antipática era o motivo dos olhares e acenos da estrela da noite, Vanessa retribuía, cantava, acenava e ria, como ele conseguia arrancar a felicidade dela de dentro pra fora, seus olhos se iluminavam e um rio de lembranças vieram, quando ele cantou sinais olhando em sua direção, foi a música que ele cantou pra ela, no seu primeiro show, lembrava de cada toque, cada olhar, cada movuimento de sua boca cantando a dois dedos de distância, eram dois estranhos que já se amavam.

Riu muito da Garota Chocolate tentando beijá-lo e Luan se esquivando, a situação não era inusitada mais muito cômica, sim, o sonho de muitas meninas, tocar aqueles lábios macios e doces, que ela tanto já provou, tão familiar, se soubessem como era a sensação, não seriam capaz de amar a outro a não ser ele.

E por fim, sofreu, como Marizete e Dagmar ao ver ele voando e dando aquelas cambalhotas, levou a mão ao peito e sabia que ele ria silenciosamente dela ao ver aquilo, jurou que puxaria sua orelha quando estivessem juntos.

Mais o show acaba, diante de gritos, choro de alegria, aplausos e papéis, muitos papéis, as pessoas do camarote iam saindo aos poucos enquanto ela permanecia, observando a multidão imaginando seus sentimentos, planos de inúmeras meninas em fugir pra ver o próximo show, calculando quanto tempo levaria pra ele voltar, quando o veriam, e pensou como ela era sortuda, porque dali a minutos estaria com ele, e a algumas horas o levaria pra casa. – Nosso anjo. E assim ficou inerte em seus pensamentos até o local esvaziar por completo, depois d eum estalo lembrou que Luan a esperava, saiu abrindo a porta do camarim, estranhando porque ninguém a veio chamar.

Poucas pessoas se encontravam pelo corredor, escuta vozes alteradas, a voz de uma mulher e um homem, respectivamente Dagmar e Luan. Seu coração dá saltos ao imaginar o que estava acontecendo, eles estariam brigando?

- Dagmar você não entende...- Luan falava enquanto Vanessa abria a porta.

- Quem não entende é você Luan, dois dias de folga, deveria ir pra casa, não sou contra esse namoro, só que é arriscado demais você ficar aqui no Rio sozinho, não confio em você. – admite.

- O quê? Acha que vou sair andando pelas ruas? – Fala irritado.

- Acho. – admite. – Já tiveram demais hoje, o dia não deu pra vocês Luan? Todo casal supera distâncias...

Luan estava sentado, Rober ao seu lado em silêncio e Dagmar de frente pra eles.

- O Wellington pode ficar, num hotel, sei lá Dagmar. Mais eu vou ficar ok?

- Luan eu não...

- Ela tem razão Luan – Vanessa surprende a todos com sua voz – desculpe, não pude deixar de ouvir. – Luan levanta e vai abraçá-la, ela estava séria.

- Até ela concorda. – Dagmar joga pra fora.

- Eu vou ficar tá bem? Eu prometi. – A olhava se desculpando por estar ouvindo aquilo.

- Luan a Dagmar tem razão, foi tudo lindo, e jter passado o dia com você valeu a pena, pode ir ficar com sua família, dou total apoio. – falava baixo, no fundo pedindo pra ele ficar.

- Mais o Anderson concorda. – fala olhando pra Dagmar.

- o Anderson só quer reparar o que fez, não se importaria se você cancelasse todos os shows, garanto. – é ríspida. 

- Ele tem dois dias de folga e pode escolher ficar onde quiser Dagmar. – Rober defende o amigo. – O Luan já e grande, sabe o que faz e ele tem todo direito de querer ficar onde quiser. – Ela o fuzila com os olhos.

- Isso mesmo, eu digo que fico. Vamos? – pega na mão de Vanessa em direção a porta – e o Wellington fica também, aproveita e conhece o Rio.

- Não quero causar problemas –  Vanessa fala em direção a Dagmar.

- O problema não é você, é esse garoto aí. – aponta pra Luan – teimoso, juízo ok?

- Deixa eles irem logo Dag, vão e nos vemos na quarta. – Rober os coloca praticament pra fora do camarim.

Luan sai satisfeito abraçado com ela, só tinha pessoas da equipe e alguns da casa, pessoas simples que não falariam nada.

- Vamos no meu carro? 

- Direto pra seu apartamento.

- Luan ainda tem fotógrafos. – fala com medo.

- Luan! – uma voz o chama e ela só vê Luan pegando algo com as mãos , Wellington jogava o capuz preto pra ele.

- Acho que é pra mim. – ele ri admitindo.

- Não tenho dúvidas. – o veste.

 Lá fora tinham poucas pessoas, ele já havia trocado de roupa, Vanessa cobria seu rosto na inútil defesa contra o chuvisco, mais não chamaram atenção, saíram pelos fundos com Wellington os observando de longe no caso de algum reconhecimento, e em segundos estavam no carro.

- Se importa? – Luan pergunta pegando as chaves.

- Todo seu. – sorri.

- É meu dever dirigir pra minha mulher depois de um show.

- O que disse? – fala em dúvida do que ouviu.

- Minha mulher? – pergunta.

- Isso me soa diferente.

- Digamos que estamos teoricamente casados e na realidade seria assim, eu te levar, fazer as honras entende?

Ela ri imaginando os dois casados e fala que entende. Ela dá as coordenadas até chegar no condomínio, e durante o trajeto uma coisa chama sua atenção.

- Luan, você usou nossa aliança no show?

- O tempo todo, e voc~e? – Ela mostra a mão esquerda e ele sorri.

- Você é maluco sabia?

- Maluco eu vou ficar se não tivermos o que comer. – fala em tom descontraído – to morrendo de fome.

Ela bate na testa em sinal de esquecimento – Vamos ter que cozinhar!

- Ah tá, não me diga – olha pro relógio – cozinhar depois da meia noite?

- Não tenho culpa se alguém me rapitou durante o dia.

Luan a olha admitindo a culpa e volta pra direção, em segundos estavam rindo da situação.

- Eu sei, assumo a culpa.

- Isso quer dizer, “ eu cozinho”?

- Ah isso não...não..não...não. – Vanessa ria do seu desespero, ele não era mais o cara lá do palco, explodindo junto com os fogos e os pulos, ele era seu Rafael, seu menino, bem ali, dirigindo o seu carro, voltando pra casa.

CONTINUA...
Desculpem amores...
Mais tá aí, um post grandão pu cês!
AGUARDEM...
Decisões serão tomadas por aí...
E muito amor nessas noites certo?
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Me digam o que tão achando, é importante!
Sigam e comentem por á também certo?
@FanficUmaHdAmor @vanesssinhaa
Paz&Bem

Ah...o que acharam das férias do nosso Nego em Cancún?
Ele matou a gente não foi as vésperas da virada?
Tá lindo "moreninho"...
Aqui pra gente...só pra gente...
Ele tá muito...MUITO seduzente naquela foto.