sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Capítulo 3 (Parte 12)

- Você é louco Anderson- Falava com a voz embargada – Você tem ideia do mal que você fez? – Ela tremia de raiva – além de separar duas pessoas que se amavam – ela usa no passado e Luan percebe isso enquanto ouvia – da forma mais baixa possível? Tudo pelo bem da “carreira brilhante” do outro? Alem de tudo isso, você me destruiu por completo. – Apontava o dedo e falava alto enquanto Anderson olhava assustado, os olhos de Luan se encheram de lágrimas ao ouvir aquilo, ele também contribiu para que tudo acontecesse. 

Vanessa continua : - Você não pensou que eu tinha uma vida Anderson, sempre achou que eu tinha interesse no sucesso do Luan, tanto fez que conseguiu colocar aquilo na cabeça dele, eu quase enlouqueci nos EUA, e ainda duvido da minha sanidade, só parti por sua causa, eu não conseguiria viver mais aqui, você me expôs da pior maneira possível, fez as pessoas me verem de uma forma que eu não sou, e pior pro Brasil todo! Você tem ideia? “A namorada do Luan Santana que traiu ele na própria festa de aniversário”? Minha vida virou de pernas pro ar. Sorte é que encontrei pessoas maravilhosas nesse último ano, que me ajudaram, acreditaram em mim e sinceramente, tudo que eu queria era que apenas uma, uma pessoa acreditasse de verdade, soubesse de tudo mais graças a você isso não aconteceu. 

Tá vendo isso aqui? – Fala enquanto tira seus remédios de sua bolsa -  Isso é o que me mantém em pé, infelizmente e graças a você, são calmantes, anti-depressivos, remédios pra dormir, é isso que me mantém viva, quer dizer, ou morta algum dia, porque a qualquer momento meu coração pode parar e tudo graças a quem? Obrigada Anderson por me proporcionar tudo isso. – Espalhava todosos remédios em sua mesa, enquanto Anderson a olhava assustado, parecia que o remorço também o atingia. 

– Eu passei noites em claro, tendo pesadelos, lembranças que me perturbavam constantemente, eu não tive um minuto de paz até hoje, eu quase não consegui seguir em frente, se não fosse pessoas como o Richard, a Bruna, e o Sorocaba que me fizeram levantar, em tese porque ainda me vejo caindo ao chão sempre. E sabe o que é pior nisss tudo? Foram as vezes que eu encontrei o Luan, e ver nos olhos dele a decepção, o ódio de algo que eu nunca cometi, se você queria que tudo isso acontecesse Anderson, meus parabéns, você conseguiu seu objetivo, o Luan não sente mais nada por mim, me esqueceu, como você sempre quiz.

- É ótimo não? Conseguirmos o que sempre queremos? Mais eu acho, não, eu tenho certeza, que também não foi fácil pra ele, pelo menos no início, porque você nem percebeu que  quase manchou a carreira dele com essas matérias não é verdade? Realmente não percebeu, porque você errou quando disse que pensou no bem dele, você pensou nos seus próprios interesses. Sabe o mais? Eu te odeio, não queria sentir isso porque o ódio é o pior sentimento que existe, mais eu te odeio por me destruir, por tirar minha felicidade tão de repente, mais também te agradeço, por me fazer forte, e hoje estar falando tudo isso pra você.

Anderson estava sem palavras, ele não via na sua frente uma executiva, nem uma garota que um dia tirou do caminho do Luan, ele via uma mulher a qual tudo que falava era verdade e o atingia com aquelas palavras, a quantidade de remédios que ela tomava era absurda, pensava, e sim, ele a tinha exposto e não pensou nas consequências. Remorço batia tarde demais.

Anderson falava num tom mais baixo agora, não tinha mais ironia, ou intensão de machucar, ele agora se explicava. Vanessa e os outros que ouviam perceberam.

- Eu realmente não pensei, confesso que errei, mais você não tem esses amigos todos que acha que tem. – Falava de cabeça baixa.

- Não tenho? Porque diz isso? – Vanessa pergunta.

- Porque eu não fiz aquilo tudo sozinho, sua amiga a Paula me ajudou.

Susto. - Você tá de brincadeira – Vanessa falava nervosa – a Paula nunca faria isso comigo, eu a conheço a anos. – Vanessa fala nervosa balançando a cabeça em negação.

Bruna, Sorocaba e Luan ficaram atônitos com o que Anderson dizia.

- Você nunca percebeu? O sumisso dela repentino e o interesse no Luan? Ela estava lá todo momento, foi ela quem me ajudou em tudo, ela percebeu que eu não gostava de você e resolveu me procurar na tentativa impossível de ficar com o Luan. Eu quiz a ajuda dela, mais também não queria que ela ficasse com ele, já estava me livrando de você, não queria outro pedra no caminho.

- Para de mentir. – Vanessa chorava.

- Pra que mentiria agora? Ela sempre foi fã do Luan, pelo que me contou. – Vanessa associa o que ele falava a lembranças, foi Paula quem a chamou para ir no show, e estava eufórica no dia e conhecia muito da vida de Luan e Sorocaba falando que tinha visto alguém parecido com ela em Londrina, no escritório, ele tinha razão ele tinha a visto, tudo s encaixava, era ela – E qual fã não desejaria ficar com ele? Quando mais sua melhor amiga consegue isso ao invés de você? Ela me procurou, e articulou tudo, o aniversário, como o cara chegaria e te beijaria, eu fiquei com o trabalho pesado, somente. Ela procurou o Luan, em um show de Recife, mais não conseguiu nada, pelo que me contou, mantemos contato ainda por alguns meses, mais logo depois ela foi pra Madri, e está lá, com medo e arrependida do que fez. – Ele fala baixo : - Como eu estou agora.

- Não pode ser, a Paula? Não, isso não...- Vanessa chorava muito.

A conversa para, não conseguiam mais ouvir nada, provavelmente a bateria do aparelho teria acabado.

- A Paula? – Pensava Luan.

- Meu Deus, é mais do que imaginei. – Fala Bruna.

Luan levanta em direção a sala de Anderson, a raiva transbordava no seus olhos e todos olham.

- AONDE VOCÊ VAI? – Pergunta Nanny.

- Aonde mais eu iria?  Lá dentro, eu já ouvi demais! – Luan gritava.

- Não Luan, espera, ela tá nervosa e você entrar lá vai piorar a situação, respondia Nanny.

- É Luan, espera mais um pouco. – Bruna chega perto e o consola.

- Eu já esperei um ano Bruna, um ano. – E vai correndo em direção a sala.

Sorocaba o segue correndo também e as meninas os acompanham.

 Vanessa não aguentaria mais ouvir nada, precisava sair dali, levanta ainda chorando e vai em direção a porta, até que ela abre repentinamente e bem a sua frente Luan, logo atrás Sorocaba, a dor transparecia em seu rosto, como alguém que acaba de perder algo. 

Luan entra, Anderson fica assustado, mais Vanessa surpreende, vai em direção a um abraço, Luan sente alegria, e abre os braços em sinal de acolhimento, mais fica de graça, Vanessa só enchergava alguém, alguém que nunca seria capaz de magoá-la, alguém que teria o melhor abraço naquele momento. – Sorocaba. – Ela voa para seus braços e ele fica sem entender.

Chorando contra seu peito como uma criança fala: - Sorocaba, por favor me tira daqui, por favor?

Ele a pega pelo rosto, enchuga sua lágrimas e diz: - Xiiii minha menina, eu vou te tirar daqui, calma, vai ficar tudo bem. – A abraça mais uma vez a acalentando.

Luan morre ali, naquele momento, estava entre o homem que mais confiava e que tinha arrasado sua vida e entre o homem que poderia tirar seu grande amor, ao qual ela se encontrava agora em seus braços, a vontade de a arrancar dali e a prender junto ao seu corpo era imensa, ela deveria estar no seu abraço e não no dele. 

Anderson percebe e entende tudo, Luan ainda a amava, e doia ver aquilo, arrependimento, percebeu que Luan de alguma forma sabia de tudo agora, não tinha mais jeito. Viu Bruna o encarar, satisfeita pela verdade ter aparecido, e ao lado dela a gerente, que deixava algumas lágrimas cairem ao ver tudo o que acontecia. Silêncio, ninguém ousou falar nada, não sabiam o que dizer. 

Até que Vanessa fala? – O que está acontcendo? Todos vocês? – Olha pra Nanny e entende tudo – Vocês sabiam? Vocês armaram tudo?

Sorocaba quem responde: - Calma, agora está tudo vem, você está livre de toda a culpa, não precisa mais se martirizar, ele – olha pra Luan – sabe de tudo agora.

Vanessa olha pra Luan, seu rosto mostrava todos seus sentimentos, o arrependimento, a decepção por conta do Anderson, e o ciúme ao vê-la ali nos braços de outro homem, ali, na sua frente, estava o Luan de antes, o Luan que era louco por ela, não podia negar.

Ele consegue falar: - Vanessa... – A olha suplicando – eu realmente...eu...precisamos conversar. – Fala por fim, estava perdido, sem chão e sem saber o que dizer.

- Você agora já sabe de tudo não é verdade? Então não precisamos mais conversar, tudo já está explicado. – Vanessa fala entre o peito de Sorocaba.

- Não, não está nada resolvido aqui, o que aconteceu – olha pra Anderson – precisamos resolver outras coisas.

Vanessa parecia não o ouvir  enxuga as lágrimas e olha mais uma vez para Sorocaba : -Me leva? Por favor?

Ele olha ro Luan e responde: - Acho que chega de conversas por hoje, ela não está bem. Então nossa reunião está cancelada certo?

Luan entendia tudo, Vanessa claro que estava magoada, não só com Anderson, mais com ele também. – Idiota! Imbecil. Burro! – Se xingava em pensamento. Mais teria que entender, precisavam de um tempo. Olha pra Sorocaba e faz sinal com a cabeça como quem autoriza algo.

Ele a pega pelo cintura a apoiando e sai, enquanto Luan observa que a perdia pouco a pouco, melhor, não a perdia, ele mesmo a jogou nos braços de Sorocaba. Bruna os acompanha. Nanny permanece, e chama Luan num canto, enquanto Anderson mantinha a cabeça baixa em sua mesa.

- Luan, eu preciso falar uma coisa.

- Diz Nanny, tô ouvindo. – Fala passando as mãos em torno dos cabelos, estava nervoso, queria sair correndo atrás de seu amor, mais tinha que conversar com o Anderson.

- Olha, eu imagino o que esta sentindo, mais dá um tempo pra ela? Foi exatamente pra isso que pedi que o Sorocaba viesse, ela não iria querer ninguém além dele, não pense que vai ser fácil Luan, você também a machucou, você entende?

- Perfeitamente, eu também sou culpado, eu disse coisas horríveis a ela, eu...ela não me merece. – Fala por fim.

- Não, não diga isso, eu garanto que...bom na realidade não posso garantir nada, mais, posos te pedir uma coisa?
 
- Claro, até dez se quizer.

- Ali em cima está o contrato, não estou quero forçar nada, mais se esse papel voltar sem sua assinatura, isso vai nos comprometer entende? É importante e prejudicaria Vanessa por isso.

- Não, entendo. Eu já causei muito mal, e nós vamos fazer essa campanha, até de graça se puder. – Fala convicto.

- Não, não! Obrigada, eu só falo isso, porque sei que prejudicaria a Vanessa, a mim.

- Mais tarde você o receberá no hotel, devidamente assinado certo?

- Obrigada, de verdade. – Fala aliviada. – Eu preciso ir – levanta e vai saindo, mais Luan a puxa pelo braço.

- Obrigado, sem você eu nunca saberia disso, vou ter uma conversa difícil agora, mais me mantém informado sobre ela? Por favor?- Luan quase suplicava, seus olhos nadavam num mar d elágrimas. Isso assusta Nanny.

- Claro, eu te ligo dizendo como ela está, não se preocupe. Nanny sai ao encontro de Vanessa, deixando apenas os dois na sala.

Anderson continua de cabeça baixa, Luan bate na mesa o fazendo levantar, agora era o ódio que o dominava.

- Antes de mais nada, por favor, assine esse documento – Anderson o olha assustado enquanto Luan pega o contrato e o entrega, assina, e em seguida Luan assina também – eu vou fazer essa campanha, não quero prejudicar a Vanessa mais do que já fiz – o guarda no envelope e coloca ao seu lado.

- Agora somos eu e você.

- Luan, deixa eu te explicar...

Luan o interrompe: - Me explicar? Não precisa, eu já entendi tudo Anderson, como você pode fazer isso cara? Eu...você é a pessoa que eu mais confiava, você me tirou o amor da minha vida, você não destruiu só a ela, mais a mim também. Por sua culpa, eu disse coisas horríveis que ela nunca vai me perdoar por isso entende? E agora, eu não sei se vou poder tê-la de novo, porque ness emomento tem alguém cuidando dela, e não eu. Alguém que fez o que eu deveria ter feito, acreditado.

- Olha Luan, eu estou arrependido cara, somos parceiros ainda, eu vou te ajudar a ficar com ela, eu vou me retratar, me perdoa por favor? Tudo que eu fiz foi errado, fui egoísta, pensei que estava fazendo teu bem, que ela era uma menina interesseira, me entende? Eu realmente nãos ei o que dizer, só que pesso desculpas, se quizer hoje mesmo falo com a Dag e marco uma coletiva, explico pro Brasil todo o que aconteceu...

- Agora é tarde Anderson, você errou, eu também errei, e eu não sei mais se quero você perto de mim. O que você fez foi...não tem explicação, nem fundamentos cara. Não tem.

- Eu entendo, mais pensa por favor? Não podemos jogar tantos anos de parceria fora, asism de repente.

- Não fui eu quem fiz isso, eu garanto. – Luan pega o documento e sai, deixando Anderson lá, sozinho com seus pensamentos.

Bruna esperava lá fora, o abraça e os dois choram. Dagmar e Roberval chegam nessa hora.

- O que está contecendo aqui? – Dagmar pergunta assustada.

- Quem morreu pelo amor de Deus? – Rober diz em seguida.

- Eles já foram Bruna? Me diz onde ela está? – Luan perguntava desesperado.

- Já foram sim Luan, calma, você tem que manter a calma.

- Calma – ri irônico- como quer que eu fique calmo depois disso tudo? Eu preciso dela Bruna, ter ela de novo em meus braços.

- Ela quem Luan? – pergunta Dagmar.

- A Vanessa Dada – fala Bruna – O Luan descobriu tudo, foi o Anderson quem armou pra separar eles dois.

Luan não conseguia responder, Roberval estava de boca a berta e Dagmar não acreditava: - Não pode ser, espera aí, você disse – olha pra Luan – onde elas estão? A Vanessa era a tal executiva?

- Era...- fala por fim – e eu preciso vê-la.

- Não – Rober – você está descontrolado – Luan tremia todo de nervoso – vamos pra casa, toma um banho e mais tarde eu te levo pra ver ela, certo?

- Eu quero ver ela agora Roberval, agora! – Grita.

- Ah, você não vai. – Fala Dag – Ela também deve estar nervosa, vou fciar aqui, conversar com o Anderson enquanto o Roberval te leva, a tarde você vai vê-la, conversa, faz o que quizer, mais agora, é casa.

Roberval puxa Luan pelo braço e o elva a caminho de casa, estava arrasado. Bruna não saiu de perto dele um só momento. Chegam em casa, explicam o que aconteceu a seus pais, ficaram tão surpresos quanto eles. Luan liga pra Dag e pede que cancele o show, ele não tinha a menos condição de fazê-lo hoje, estava no seu quarto, pensando em tudo o que aconteceu, an forma que ela voou pros braços “dele”, até que Bruna entra.

- Posso entrar?

- Já entrou né? – Fala enxugando as lágrimas.

- Você não quiz almoçar, cancelou o show, e agora está aqui, olha fica calmo tá? – senta e o abraça.

- Eu a perdi Bruna, eu fui a pior espécie d epessoa que cruzou o caminho dela esse íltimo ano, todas as vezes eu fiz questão de machucá-la, de torturá-la, e agora veja eu? Eu mereço passar por isso.

- Xiiii, eu sei que você errou, mais ela vai entender, a Vanessa ela é extraordinária, você vai ver.

- São que horas? – Luan eprgunta, tinha perdido a noção do tempo.

- 2h e 30min da tarde. – Bruna entendia o que ele ia fazer.

Luan levanta e ela não o impede.

- Você vai vê-la? Não vai esperar o Roberval?

Luan pega a chave do seu carro, pega o contrato – Só preciso do endereço do hotel – Bruna levanta e vai até seu quarto, traz um pequeno pedaço de papel e o entrega.

- Boa sorte. – Fal com meio sorriso.

- Não sei se ela vai estar do meu lado nesse moemnto, mais vou precisar, com certeza essa conversa, eu já imagino como seja o final.

Luan não tinha esperanças de voltar com Vanessa, mais tinha que pedir desculpas, passaria a vida se possível ajoelhado aos seus pés, mais não aguentaria mais um minuto sem faalr com ela. Sua cabeça explodia, passou pela sala e seus pais nãoe stavam, pega seu carro e sai a toda em direção ao hotel, em 5 min chegou lá, não ficaba muito longe da sua casa. Todos ficam assutado ao ver o “Luan Santana’ entrando, Luan pouco se  importava, mais e agora? Qual era o quarto que elas estavam? Como falaria com ela?

Alívio. Vê Nanny sentada na recepção com Sorocaba, e vai em direção a eles, tenta ficar mais calmo, corria o risco dele impedir que a visse.

- Oi gente.

Respondem e não se surpreendem com a sua presença.

- Onde ela está? Posos falar com ela? Qual é o quarto?

- Olha Luan ela está no 222...- Nanny começava a explicar

- Ela está dormindo, melhor não a incomodar. – Fala Sorocaba seco.

Luan o olha e ignora sua colocação, vira e repete : - Quarto 222. – Esperava ser impedido mais ninguém correu para isso, nem o desviou do caminho.

Apenas viu qaundo Sorocaba saia em direção a saída do hotel, provavemente indo embora. – Melhor assim pensou.

Pega o elevador e se direciona ao andar do quarto de Vanessa, não sabia o que diria, mais estava ali, e aquilo era o que importava, precisava ter essa conversa ou morreria ainda mais.
Procura pelo número e encontra. Bate por três vezes. Nada. Bate mais uma vez. Agora escuta um barulho de alguém levantando e caminhando em direção  a porta. Abre. Sim era ela, abatida, triste e com os olhos vermelhos, os cabelos ainda molhados, estava com um vestido solto, que a deixava linda. Ela o olhava nos olhos sem surpresa.

- Podemos conversar? Entenderei se não quizer mais...

- Não, entra, não negarei essa conversa.

Dá espaço para ele entrar, Luan esperava mais choro, negação e ela simplesmente o pede pra entrar? Entra e se vê mais uma vez no mesmo espaço que ela, respirando o ar do mesmo metro quadrado, a vontade de abraçá-la era enorme, beijá-la e a ter mais uma vez nos seus braços. Cruzou os seus membros para que não cometessem esse deslize enquanto Vanessa começava a falar.

CONTINUA...
Essa conversa vai ser decisiva hein amores?
Será que Vanessa vai perdoar Luan?
Próximo Post depois de 15 comentários.
Obrigada por tudo, leio cada coisa que vocês dizem,
é muito gratificante escrever e saberem que gostam. De verdade.
Kiss Kiss
Tem enquete no blog, participem certo?
Até o próximo.
Voltando aqui, seguindo o exemplo da @suspirosantana
eu liberei os comentários para anônimos, agora
todos podem comentar por aqui certo?
Desde que se identifiquem no final, certo?
Então ao final do comentário, coloquem seus nomes (aos anônimos tá?) ou TT
OBRIGADA!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Capítulo 3 (Parte 11)


O ambiente era claro, nele haviam fotos de Luan para todos os lados, as capas de CD’s e DVD’s estampavam o local em forma de quadros que decoravam o ambiente, as pessoas que ali trabalhavam respiravam literalmente “Luan Santana”, era um tanto sufocante para Vanessa.
Uma moça, provavelmente parente de Luan que Vanessa não conhecia, pois tinha algumas semelhanças do mesmo as recebem na recepção, se apresentaram e foram avisadas que logo o Anderson as viria receber. Tensão aumenta, Vanessa observava o local como quem procura por algo. Procurava Luan.

- Ele não está aqui, ainda vai demorar um pouco. – Nanny falava.

- Como você sabe disso? – Pergunta em dúvida.

- É...eu...eu me informei antes. – disfarça – mais por enquanto fica tranquila.

Isso era impossível no momento, mais foi reconfortante saber que ele demoraria, talvez nem viesse. Seria sorte demais e isso definitivamente ela não tinha. Estavam sentadas de costas para a sala de Anderson, uma porta se abre e fecha simultaneamente, ouvem passos urgentes vindo em sua direção. Só podia ser ele, até que ouvem a voz e tem certeza de quem é.

- Bom dia! É um imenso prazer recebê-las aqui.

Nanny levanta e vira, Vanessa segue o mesmo movimento numa fração de segundos depois de sua amiga e então pôde contemplar o misto de surpresa, dúvida e desespero no rosto de Anderson, era como imaginava, ele não conseguia disfarçar o incômodo ao ver que era ela. Vanessa se sente bem ao contemplar tudo aquilo e ri o cumprimentando.

- Bom dia Senhor Anderson, o prazer é nosso em poder estar aqui e espero que todos saiam ganhando aqui hoje. Concorda? – Pergunta Vanessa.

- Cla...claro. É o que mais quero sem dúvida. – Fala desconcertado, estava completamente desarmado.

- O Luan não vai vir? – Pergunta Nanny.

- Ele já deve estar a caminho.

- Bom então é melhor irmos adiantando as coisas, não gosto de perder tempo. Podemos? – Vanessa pergunta olhando pra Anderson, sim ela estava no controle.

- Claro, me acompanhe até a minha sala, Vanessa.

Ele segue em frente mostrando o caminho, Nanny se aproxima de Vanessa e é rápida ao emxer na sua bolsa.

- Estava aberta. – Fala sem graça.

- Ah obrigada.

- Agora é com você, eu fico aqui, mantenha calma e boa sorte.

- Eu vou conseguir. – diz olhando sua pulseira que ganhou de Sorocaba.

- Isso é algum amuleto?

- Um dia eu explico.

Anderson a esperava com a porta aberta, entram e a porta fecha, três corações agitados, dois trancados no mesmo metro quadrado e um urgente para que tudo desse certo...

- Vamos rápido Luan! Estamos atrasados. – Gritava Bruna pela casa.

- Calma garota, eles podem começar sem mim. – Fala sentado no sofá da sua casa.

- Isso não é certo Luan! Você tem que ter mais compromisso. – Bruna sabia que Luan detestava ser chamado de irresponsável, era golpe baixo.

- Eu honro meus compromissos ok? Não sou irresponsavel! Vamos indo. – Levanta irritado.

- Ótimo, porque o carro já está aí fora nos esperando.

- Mais já?! O Roberval nem entrou aqui cara! – Fala Luan estranhando.

- Olha Luan...vamos logo ok? – Fala sem paciência, nesse momento Vanessa já devia estar conversando com Anderson, e eles ali!

Saem da casa e caminham até a saída do condominío, apenas um carro estava lá, e não era da equipe de Luan, que olha pra Bruna a repreendendo.

- Você não disse que...

Ela não o deixa falar: - Nós vamos mesmo naquele carro certo? – Aponta pro veículo.

Luan vai se aproximando e vê quem dirigia. – Cê tá de brincadeira não é?

- Não Luan, nós vamos mesmo com o Sorocaba, aliás, você um dia vai nos agradecer por isso.

Sorocaba estava sério na direção e dá bom dia.

Bruna responde: - Bom dia...é...eu pensei que você não viria, obrigada.

- É minha obrigação, se é que me entende.

- Perfeitamente.

Luan batia o pé impaciente, estava confuso : O que é que está acontecendo? O que você está fazendo aqui?

Bruna não sabia o que dizer e não queria explicar tudo agora, isso seria tarefa de Nanny, até que Sorocaba responde com naturalidade : - Bom, pelo que me lembre temos uma reunião hoje certo? Sobre seu novo CD e resolvi dar apenas uma carona, fiz algo errado?

- É Luan, tem algo errado? – Pergunta Bruna.

- Não, não que eu ainda não saiba. – Luan responde entrando no carro.

No escritório...

Vanessa entra e se acomoda numa cadeira de frente para Anderson.

- Você deve estar surpreso não? – Rompe o silêncio.

- Eu realmente não esperava por essa situação, o que você quer ganhar com isso? – Pergunta tentando pôr medo.

- Eu? Apenas fazer um bom negócio, onde ambas as partes não saiam perdendo. Onde está o objeto de negociação? – Refere-se a Luan.

- Objeto? O Luan?

- Sim, o nome “Luan Santana” ou o próprio é um meio negociável, não é a toa que estamos aqui para isso, afinal definimos um preço, temos um contrato, não concorda? – Fala com descaso.

Anderson estava atônito, sem ação e não responde. Vanessa percebe.

- Bom, não posso perder tempo, então vamos logo ao que interessa? Aqui estão a pauta, se quiser ler fique a vontade. – Fala enquanto tira umas folhas de uma pasta e o entrega.

Anderson ainda processava tudo que estava acontecendo. – Não, depois eu leio.

- Certo então, como você já sabe, pretendemos fazer um comercial, faremos fotos também, a proposta e que o rosto do Luan circule por todo o Brasil com o nosso produto, desde os centros de distribuição até as lojas e a casa dos nossos consumidores via TV entende?

- Claro, perfeitamente, bom e o valor? – Pergunta com interesse.

- Acredito que a Dayanne já tenha passado isso, mais vamos mais uma vez certo?

Ele concorda com  a cabeça.

- Nossa oferta é a seguinte, oferecemos o cachê claro, o valor está aí como vê, vocês terão também o nosso patrocínio e mais uma quantia para o Luan e algumas pessoas escolhidas por ele trocarem por nossos produtos. Sinceramente, é um acordo milionário, e até mais do que se espera não é verdade?

- A oferta é boa sim, tenho que concordar.

- Então aqui está o contrato. – Vanessa o entrega.

- Não vai falar com Luan? Explicar o processo pra ele? – Pergunta em dúvida.

Vanessa se ajeita na cadeira, cruza as pernas e diz: - Até onde eu sei, você é quem responde por ele não é verdade? Você decide o que lhe convém ou não, então me desculpe a expressão mais se tudo acontece dessa forma então sinceramente a opiniãp dele pouco vai importar.

Anderson fica indignado com o que ouvia, ela tinha pego pesado e preparava-se para revidar.
Fora da sala...

Luan é o primeiro a entrar no escritório, andava apressado não por conta da reunião, mais porque estava intrigado com a história de Bruna e Sorocaba.

Bruna procura por Nanny, ela estava na segunda sala depois da recepção, vai até o seu encontro sem cerimônias junto com Sorocaba. Luan também segue eles até onde Nanny estava, leva um susto,  a pessoa sentada estava bem vestida mais com a cabeça baixa, uma mão tapando o ouvido e a outra segurava um aparelho ao qual parecia ouvir algo vindo dele.
Bruna é urgente: - E aí? O que falam?

- Coisas pprofissionais até agora, mais acho que não vai ser por muito tempo, pelo que sei ele não perde a oportunidade de falar sobre, então, uma hora ele vai dizer o que queremos ouvir. Ah! Sorocaba! Que bom que veio, ela vai precisar de você. Quer dizer, de nós. – Se corrige.

- Isso foi o que me trouxe aqui. – Responde.

Luan ouvia confuso, aquela mulher não lhe era estranha, tinha uma vaga lembrança que a conhecia, mais quem era ela? Sua irmã e Sorocaba falavam como se...bom alguma coisa estava acontecendo. Estalo! Depois de um tempor esolve perguntar.

- Alguém pode me explicar o que esta acontecendo? – Aponta para os três. – Quem é você? – Fala com Nanny – e o que está fazendo com esses dois? Podem me falar?

Nanny olha para Bruna confusa: - Você não disse nada? – a cara de Bruna respondia tudo. – Entendi...

- Estou aguardando, e não tenho tempo, pois tem duas pessoas me esperando.

- É exatamente sobre isso que estamos aqui, você realemnte não lembra de mim Luan? Vizinho que não me deixava dormis lá em Campo Grande, porque todos os sábados ficava arranhando seu violão e cantando alto?

Ele olha, parecia que lembrava? –Impossível, o que está fazendo aqui? Dayanne não é? Nanny? Claro que lembro.

- Ótimo, sua lentidão melhorou um pouco. Alívio sabia? Olha, eu não tenho muito tempo, certo? Presta atenção, vem aqui comigo, preciso que você veja uma coisa.

Luan levanta, a curiosidade o movia, caminhavam em direção a sala de Anderson, tinha uma parte de vidro, e Nanny aponta: - Você entende agora?

Ele vê Vanessa conversando com seu empresário: - IMPOSSIVEL. Não pode ser, o que ela faz aqui?

- É ela quem está contratando você para fazer a campanha Luan, agora vem vamos voltar, precisamos conversar.

Ele ouvia atentamente, supreso e confuso claro. Nanny fala superficialmente, e percebe que Luan não gosta da história, conta como conheceu Vanessa, conta do plano e o que pensavam sobre Anderson.

- Eu só pesso uma coisa, escute isso aqui – aponta pro aparelho – eu não quero que volte pra ela, se não quiser claro, mais eu quero que entenda quem sempre esteve errado, por favor?

Luan fala irritado : - Vocês três são loucos, eu não vou me passar para isso. – Levanta e vai saindo.

Sorocaba o interrompe: - Escuta aqui – o pega pelo braço – isso aqui é realemente uma loucura, mais a vida de uma pessoa esta em jogo, melhor, a vida de uma pessoa que foi totalmente distruida e você pode estar perdendo a chance de a devolver mais uma vez, então, senta a bunda na cadeira e aguarda, se não der certo, você pode vir em cima da gente, mais você vai ouvir. Então por favor?

Não foi fácil pra Sorocaba estar ali, se desse certo ele estaria entregando Vanessa de bandeija pra Luan, mais saber que ela se livraria dessa culpa que a perseguia por tanto tempo, valia a pena o sacrifício.

Ele falava sério, Luan desiste, senta e cruza os braços: -  Estou ouvindo. 

Nanny aumenta o volume para que os quatro possam ouvir, prestavam atenção na conversa. Luan se irrita ao ver a forma como Vanessa o tratava “objeto” pensava, aquilo era demais. A situação piora quando ouvem Vaness afalar que Anderson “mandava” em Luan, Bruna e Sorocaba se olham e riem dessa colocação, ela estava aguentando forte. Até que Anderson remomeça.

- Sim, eu realmente penso no bem do Luan, você é uma prova disso. – Anderson falava com raiva. Todos que estavam ouvindo ficam atentos, principalmente Luan.

Vanessa pensa por um instante não queria atrapalhar tudo com seus problemas pessoais, mais era impossível não responder e as palavras vieram como uma inundação: - Se você acha que quase destruír a carreita de alguém com fotos e armação é pensar no bem daquela pessoa então eu não entendo mais nada.

Todos param pra ouvir, Luan estava imerso naquelas palavras.

- Do que você está falando? -  pergunta  Anderson.

- Não precisa fingir pra mim Anderson, e não tenha medo, porque isso não vai atrapalhar em nada nossos negócios, pelo menos de minha parte, eu garanto, portanto, pode tirar sua máscara na minha frente não precisa fingir, eu não tenho medo de você.

- Você é maluca, não sei do que está falando, ou você quer dizer que eu separei vocês dois? Você sempre quiz aparecer as custas dele.

Raiva. Vanessa não poderia discutir, levanta e vai em direção  a porta.

- Fugindo mais uma vez? Realmente é fácil mandar você pra longe.

Vanessa volta, e o olha nos olhos batendo palmas: - Ah, então você admite que fez? Onde está o champanhe pra podermos comemorar, depois de tanto tempo, acabo de ouvir isso vindo de sua própria boca. Bravo!

Anderson ri. – Você que sempre foi boba demais, e o Luan apaixonado por você, seria fácil, homem apaixonado não perdoa uma traição tão facilmente. Eu tive sorte apenas e ajuda de algumas pessoas. Mais veja o lado bom, olhe pra você, viajou, estudou fora está num cargo de chefia importante, os apaixonados não veem as oportunidades, você e o Luan deveriam me agradecer por isso, provavelmente a essa hora, estariam casados, e você grávida. Aí seria adeus carreira brilhante.

Vanessa estava com os olhos cheios de lágrimas, como poderia achar aquilo? Na outra sala, Luan estava em choque, se ele não estava louco ele realmente ouvia aquilo, o Anderson? A pessoa que mais confiava nessa vida? Como pode? O remorço começava a bater, a doer, ficou todo esse tempo longe da pessoa que mais amava por conta disso?  Dinheiro e oportunidades?

Os outros sabiam o que ele pensava, Bruna estava feliz, havia uma possibilidade deles voltarem. Nanny tinha a sensação de dever cumprido, e Sorocaba queria sair dali o mais rápido possível, sabia que o jogo tinha acabado, que eles iriam voltar depois de conversarem, como nas novelas. Mais teria que ver Vanessa mais uma vez, e foi isso que o prendeu.

Mais ficam mais atentos, quando uma voz nervosa e urgente começa a falar mais uma vez, era Vanessa, e mais coisas seriam reveladas. Todos prestavam atenção.

CONTINUA...
E aí amores? Desculpa a demora, mais o capítulo foi grandão, 
perdoem se tiver algum erro certo?
E agora? O negócio continua pegando fogo no próximo post, querem saber como vai se desenrolar essa conversa? Quem ajudou Anderson e o que Luan vai fazer depois? 
Então COMENTEM.
Só posto depois de 14 comentários. 
Vale por aqui, pelo 
@FanficUmaHdAmor e @vanesssinhaa. 
Kiss Kiss