domingo, 25 de setembro de 2011

Capítulo 2 (11° Mês Parte 4)

Sem comparação a melhor noite que Vanessa passara nesse último ano. Acordou tarde, depois que tomou café a primeira coisa que fez? Mudar a posição dos móveis e objetos em seu quarto, era um lugar que tinha ficado marcado, e não queria permanecer na inércia ali. Segunda tarefa, ligar pra Iara que deu pulos de alegria ao saber que ela estava de volta, foi direto pra sua casa e de lá foram resolver as coisas da faculdade.

Vanessa teria que pagar algumas cadeiras, poucas e em um mês estaria livre delas, como tinha diploma americano, que pesava muito, só iria fazer alguns trabalhos e poucas aulas presenciais.

Richard ligou enquanto ela almoçava com Iara e contava tudo o que acontecera, queria saber como ela estava, se tinha chegado bem e perguntou do apartamento. Vanessa ficou irritada dizendo que não precisava ele ter feito aquilo, e prometeu pagar centavo por centavo a ele, que só fez rir.

Vanessa queria saber o que aconteceu nesse tempo todo em que esteve fora. Paula irmã de Iara estava ainda em Madri, e parecia que não voltaria tão cedo, já estava trabalhando lá. Iara continuava solteira, e trabalhava na área de Marketing, onde fez expecialização.

Passaram horas conversando e dando boas risadas, a muito Vanessa não se sentia bem, e isso era notável. Ela estava leve, ria mais uma vez com facilidade, mais ainda exitou quando Iara quiz ir no shopping, era muito movimentado e Vanessa teve receio de a reconhecerem. Estava preparada mais não queria se expor. O que foi mais questionada por Iara? Onde iria passar o Carnaval. Iara ia pra Salvador e queria que Vanessa fosse, ela prometeu pensar.

Voltando pra casa, passa mais um tempo com sua mãe antes dela sair pro trabalho, e resolve dormir ainda estava cansada da viagem. Já eram quase três horas da tarde quando é acordada com o toque do seu celular.

Com voz de sono ela fala sem ver o número: - Alô?

- Dormindo a essa hora? Não era pra você estar trabalhando?

Vanessa reconhece a voz: - Sorocaba? 

- Sim, acho que sou eu, deixa eu me ver no espelho aqui. É sou eu mesmo.

- Pára de ser bobo.

- Você não me respondeu, o que aconteceu? Está doente? Não foi trabalhar? Você está bem?

- Uma pergunta de cada vês tá? Eu não estou doente, não estou trabalhando, e eu estou no Brasil, mais precisamente em Recife  na minha casa.

Silêncio.

- Eu entendi direito? Você está no Brasil? Desde quando?

- Desde ontem na verdade, passei pelo Rio e vim direto pra cá.

- Porque você não me contou antes? Eu estava no Rio esses dias, tinha ido te encontrar.

- Primeiro eu não contei a ninguém que voltaria, era surpresa e assim que acordasse eu ia te ligar, você que se precipitou. – Vanessa fala com descaso.

Sorocaba fala: - Segunda.

- Bom, eu não ia advinhar que você estava no Rio certo?

- Certo. Terceira.

- Convenhamos que, não seria interessante  verem a ex-namorada do Luan Santana que sumiu por um ano no aeroporto internacional do Rio ao lado do cantor sertanejo Sorocaba da dupla Fernando & Sorocaba, que é amigo e parceiro do cantor . Isso daria uma boa matéria pros sites de fofocas e daria muito o que falar não acha?

- Humm, você tem razão. Mais quando eu vou te ver? Onde vai passar o carnaval?

- Olha, eu não sei quando vamos nos ver, sinceramente, porque tenho algumas coisas pra resolver por aqui até morar no Rio.

Fala em tom de surpresa: - Você vai mesmo morar no Rio?

- Sim, já comprei meu apartamento.

- Mais você não me respondeu, vai passar o carnaval onde?

- Não sei, o carnaval daqui é ótimo, mais a Iara me chamou pra ir em Salvador, mais tô pensando ainda. Queria curtir minha cidade mais um pouco.

Sorocaba fala sério: - Nos veremos em Salvador então.

- Como é que é?

- Isso mesmo que você ouviu. Estaremos lá.

- Você é impossível sabia? – Fala Vanessa em tom de derrota. – Mais vou pensar ainda se vou.

- E você é má sabia? Estou completamente decepcionado por você não ter me avisado que voltaria. – Fala em tom de vítima.

- Ah não! Isso é golpe baixo!

- O quê?

- Falar assim, você sabe que vou me sentir culpada.

- Exatamente! E só vou perdoar você no carnaval.

- Ah, assim não vale eu disse que ia pensar e...

- Câmbio desligo.

Vanessa fica um tempo olhando pro telefone. – Ele desligou? – Pensa em toda a conversa que tiveram, realmenbte deveria ter avisado. Estalo. Lembra de Bruna, já era o seu segundo dia no país e não tinha falado com ela, pensou se sua reação seria igual a do Sorocaba. – Disca o número. Chama por três vezes, era quase fim de tarde, será que estaria em casa? Atende.

- Alô? Bruna?

Bruna reconhece a voz: - Até que enfim lembrou de mim!

Vanessa fala com entusiasmo: - Ah Bru! Desculpa, é que esses dias foram muito corridos, e aconteceram muitas coisas!

- Exemplo. – Bruna espera ela falar.

- Bom, esses dias, a falta de tempo de falar com você, influenciaram onde estou agora. – Vanessa deixa a dúvida no ar.

Bruna pergunta impaciente: - E aonde você está agora?

- Bom, eu acordei agora na verdade, e se realmente não estou sonhando, nesse exato momento estou no meu quarto, na minha casa em Recife.

Bruna grita do outro lado da linha dizendo: - Mentira! Eu não acredito! Sério?

- KKKKK’. Nem eu tô acreditando, a ficha não caiu ainda!

- Mais isso é ótimo! Desde quando você chegou?

- Desde ontem, passei rápido no Rio e vim direto pra casa.

- Ah Vanessa, eu queria muito te ver. – Bruna fala em tom de decpção por não poder fazê-po.
- Não se preocupe! Teremos tempo!

- Vou acreditar nisso só porque estamos no mesmo território agora.

- KKKK’. Sim Bruna, no mesmo território. Mais queria te pedir uma coisa.

- Deixa eu advinhar, não quer que eu conte pra ninguém que você voltou?

- Sim, ainda estou me organizando e não quero que ninguém saiba que voltei.

- Você quer dizer, não conta nada pro Luan?

- Luan e seus afins: Anderson, Dagmar, imprensa, fãs, fotógrafos...

- Tá, tá tá eu entendi! Não se preocupe.

- Eu sei que posso confiar em você!

- Claro, olha vou dar uma saída, ir no shopping com minhas primas.

- Certo, aproveita sua sexta e se cuida.

- Você também.

Desligam.

Já estava anoitecendo, Vanessa não sai. Fica na cama mais um pouco estava curtindo seu cantinho novamente e mal sabia que sua volta estava proporcionando a alegria de várias pessoas. Em especial...

- Vamos! Estamos atrasados! – Fernando fala impaciente com Sorocaba.

- Espera, estou terminado de mandar uma mensagem.

- Sai logo desse Twitter cara! Temos que ir pro show, a van está esperando.

- Tá, tá. Pronto acabei! Vamos!

- Deixa eu perguntar uma coisa. – Fernando olha pro seu amigo. – Que felicidade é essa? Ganhou na loteria e eu não tô sabendo?

- Não sei cara, mais ela está de volta!

Fernando fica sem entender: - Ela? – Os olhos de Sorocaba brilhavam e enfim ele entende. – Vanessa! Lá vem complicação por aí, agora vamos.

- É ela sim, e vamos logo que hoje quero botar pra quebrar!

Sorocaba sai, o comentário do amigo não o atinge, era como se sua vida tivesse dado pausa e agora ele tinha apertado o Play. Tinha mais cor e demonstrou isso na mensagem que deixou.


Continua...
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Vale por aqui, pelo @FanficUmaHdAmor e @vanesssinhaa.
E aí? Será que Vanessa vai pra Salvador?
Lembram de mais alguém que bombou no carnaval esse ano?
Calei-me. shashashasha

sábado, 24 de setembro de 2011

Capítulo 2 (11° Mês Parte 3)


- O que fazer? Tocar o interfone? Não teria graça. – Vanessa tira seu celular e disca o número da sua casa, chama por três vezes até que sua mãe atende.

- Alô?

- Mãe? Sou eu Vanessa!

- Oi filha! Nossa como você está? Tudo bem aí nos EUA? 

- Ah mãe! Tá tudo bem sim, e você como está? 

- Estou bem filha, tirando sua ausência, o resto tá ótimo. Tô com muitas saudades.

Vanessa não consegue falar mais, sente um nó na garganta, ao invés de usar o interfone toca a campainha com pressa.

- Mais o que é isso? – Mári fala irritada.

Vanessa tenta abafar a risada, sabia que sua mãe detestava quem não usava o interfone, até hoje não entendia porque ela insistia em manter os dois, campainha e interfone ao mesmo tempo. 

Pergunta como se não soubesse de nada: - O que foi mãe?

- Alguém tocando a campainha, e deve ter pressa!

- KKKKK’! Não acredito que você não desligou a campainha ainda mãe.

- Ah Vanessa, eu esqueço e são muitas coisas na minha cabeça, você sabe que sou ruim de lembrar.

- Mais vai lá, vê quem é. Deve ser importante a essa hora!

- Deve ser alguma criança bagunçando por aí. Certeza!

Vanessa toca mais uma vez com urgência e fala? – Dá pra ouvir daqui mãe, vai lá por favor.

- Tá bom filha, vou desligar e te retorno depois certo?

- Certo. Queria muito te dar um abraço agora, morrendo de saudades.

- Eu também filha, mais do que você imagina, mais falta pouco, a questão agora é de dias, logo você vai voltar.

- É falta muito pouco mãe, estou te aguardando.

Vanessa desliga o telefone antes de sua mãe falasse mais alguma coisa. Mári desce com pressa enquanto a campainha era tocada com urgência falava alto: - Já vai. Só mais um minuto!

Coração acelerado. Como será que ela reagiria? – Barulho de chaves tintilhando, porta se abrindo. Surpresa.

- Você advinhou quando disse que faltava pouco pra eu te abraçar. – Vanessa olha pro relógio. – Foram exatamente dois minutos mãe!

Mári estava em choque, não conseguia parar de olhar sua filha, como quem estava vendo coisas, ou sonhando.

- Mãe? Você está bem? Eu não devia...

Mári é rápida e em segundos abraça sua filha: - Xiiiii, não fala nada, só me abraça.

Ficam ali assim por minutos. – Sabe aquela sensação de quando você é  criança e se perde da sua mãe no parque? Você se sente sozinho, perdido e quando a encontra novamente você tem seu mundo de volta? Sim era assim que Vanessa pensava e sentia. Ela estava no seu mundo, segura, protegida naquele abraço e poderia ficar ali, assim por anos e não se importaria. Era seu mundo de novo em suas mãos. E nada mais importava.

Depois da chegada, dos abraços, das lágrimas. Vanessa adentrou mais uma vez na sua casa. Tudo permanecia do mesmo jeito, só alguns móveis em lugares diferentes, mais o cheiro, o calor, nenhum dos melhores hotéis se comparava, teve receio de contar do seu apartamento, dali a alguns dias partiria e não sabia se a mãe viria com ela. Sentiria falta dali, da sua casa, do seu cantinho.

Mais contou tudo, deitada no colo da sua mãe enquanto ela acariciava seus cabelos, contou como foram os quase 11 meses, cada lágrima, cada momento de dor, Richard, seus momentos no parque, os remédios, o que aconteceu quando Luan esteva lá. – Mári morreu de raiva com o que ele fez, e não exitou em esconder de Vanessa.- Mais ela ouvia atentamente, sem interromper. 

Vanessa continuou, falou de Sorocaba com gratidão e brilho nos olhos, contou da canção, dos momentos que viveram, da amizade que se formara, falou também de quando pisou no Brasil e foi falar com sua tia, do seu apartamento no Rio, de Richard ter ajudado com mais do que devia até parar ali no momento que ela estava, deitada no colo de sua mãe sendo afagada mais uma vez, o melhor lugar do mundo.

Já era tarde, mais nem perceberam.

- Quer falar alguma coisa mãe?

- Bom Vanessa, eu só tenho a agradecer, de verdade as pessoas que cruzaram seu caminho, como o Richard e o Sorocaba, serei muito grata, é lamentável filha o fato de você estar dependente desses remédios, e isso só aumenta ainda mais minha raiva daquele garoto. Desculpe mais me sinto assim, por outro lado, vejo que você não tem mais medo de falar no que aconteceu, e isso é bom, você está forte. 

Vanessa olha pra correntinha e diz: - Eu sei, eu mudei.

- Pra melhor, filha, você não sabe o quanto me doia falar com você nos primeiros meses, você estava muito mal, frágil e feita em mil pedaços, e te ver hoje, aqui na minha frente falando de tudo naturalmente é um tanto reconfortante.

- Sabe mãe, o único sentimento que tenho hoje é de decepção, na verdade mágoa. Mais isso tende a passar, eu espero. Mais não sinto mais medo.

- É muito bom ouvir isso. – Mári olha pro relógio. -  Já sabe que horas são? Quase meia-noite!
- Mais já? Passou tão rápido. Realmente estou com sono. Vou pro meu quarto. Nossa, é muito bom dizer isso novamente, meu quarto!

- Está do jeito que você deixou. – Vanessa ia pegando sua malas Mári interrompe. – Deixe-as aí, amanhã guardamos tudo.

- Certo, amanhã tenho muito que resolver, tenho que voltar na Faculdade pra fazer minha matrícula, me localizar na empresa novamente, tenho que ver a Iara e avisar pra algumas pessoas que voltei.

- Amanhã certo? Agora descansa, temos tempo.

Vanessa pergunta com Dúvida: - Mãe?

- Sim? 

- Promete pensar em ir comigo pro Rio?

- Prometo. Agora o mais importante é você dormir, está precisando.

- Vou indo. – Vanessa a abraça, deseja boa noite e sobe.

Passa pelo corredor. – Lembra de relance de duas pessoas ali encostadas na parede enquanto se beijavam. – Balança a cabeça tentando apagar e pega a chave, estava na sua porta, destrava e abre. Escuro. Acende a luz. Sim estava tudo como antes, mais o cheiro de limpeza era claro e uma inundação de lembranças veio em seguida. Olhando pra sua cama lembra de quando Luan esteve ali, abraçado inúmeras vezes com ela. As lembranças permaneceram intactas, lembrou dele vasculhando seu quarto pela primeira vez, tocando em cada canto.

- Já faz muito tempo, tenho que mudar algumas coisas aqui, pelo menos em quanto estiver. Amanhã certo?

Vanessa abre seu guarda-roupas pega uma peça de dormir, toma seu banho toma seus remédios e deita. Agradece em silencio por tudo, não importaria o que viesse, se enfrentaria muitas turbulações, mais tudo valeria, por estar ali mais uma vez, e entendeu porque Richard disse que ela estava preparada, porque ela precisava voltar, mais que tudo, porque ali era seu lugar, mesmo cheio de mudanças e muitas pedras a desviar, mais tinha que estar ali. Essa era a hora não tinha mais dúvidas.

CONTINUA....
Aguardem próximo Post depois de Comentários amores.
Espero que estejam gostando. 
Como imaginam que vai ser essa volta de Vanessa pro Brasil?
Muitas coisas vão acontecer, mais o que realmente vocês esperam?
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Capítulo 2 (11° Mês Parte 2)


Depois de horas, pousa no Rio, barulho, gente falando alto, criança chorando, palavrões e muito português. – Bem vinda ao Brasil Vanessa. – Repetia pra ela mesma. Nunca na sua vida adorara aquela confusão toda como agora. Era estranho falar português novamente, pega um táxi e vai direto pra casa da sua tia. 

O motorista estava ouvindo uma rádio, até que começa tocar a música do Luan. Ele pergunta: - A moça gosta dessa música?

Vanessa toma um susto: - Desculpe mais não conheço.

Ele olha pras roupas de Vanessa, tons pesados e deduz: - Ah, a moça está chegando agora no país?

- Sim passei quase um ano fora. Confesso que estou desatualizada das músicas. – Vanessa ri.

- Ah, então escute, é daquele garoto Luan Santana, muito boa. – O senhor aumenta o volume, ele também parecia gostar.

Vanessa presta mais atenção: - Como chama essa música? 

- As lembranças atormentar, não lembro direito, mais é alguma coisa assim.

- Humm, certo.

 Vanessa começa a ouvir. A letra lembrava muita coisa de quando ela partiu e concerteza Luan a fez pensando nela. – Até que o radialista fala o nome da música -  Uma coisa ela tinha razão, as lembranças foram realmente na mala, e a atormentaram ao extremo. De resto o mais não a incomodou. Tinha passado no primeiro teste.

Chega na casa da sua tia, Dione não mudara em nada.

Vanessa fala com pressa: - Tia, sem muita conversa porque tenho que chegar em Recife ainda hoje, vamos ver o apartamento.

- Menina, você mal chegou, vamos comer alguma coisa, conversar.

Vanessa falava comurgência: - Depois tia eu tenho pressa.

- Tá bom. Vamos pegar meu carro.

Sua tia se deslocava muito distante. A paisagem era linda.


- Tia aonde você comprou esse apartamento?

- Calma, logo você vai ver.

Estavam passando pelo Leblon, Vanessa sente um frio.

Pergunta preocupada: - Aonde fica o bairro?

- Fica em São Conrado, quase perto da Barra da Tijuca.

- KKKKKKK’. Cê tá de brincadeira né tia? São Conrado? Onde meus dólares dariam pra tudo isso. 

São Conrado era um dos bairros nobres do Rio, onde artistas, grandes execultivos e  politicos moravam.

- Aqui fica perto de tudo, shopping, hotéis, praia. Você vai gostar.

Vanessa se encolhia na cadeira, como uma criança quando está encrencada.

- Ali é seu condomínio. 

Vanessa olha sem acreditar, ela realmente estava falando sério, era grandioso e surreal tudo aquilo.


- Tia eu não tenho a menor condição de morar aqui, de frente pro mar e nesse bairro. É muito caro, e eu não tinha tanto dinheiro assim. Acho que a senhora se enganou.

- De forma alguma. Vem vamos ver lá dentro.

Ainda faltava decorar. Só estava os cômodos bem dividido e luxuoso. Vanessa geme de desespero.

- Ai meu Deus, eu não vou poder viver aqui, tia como a senhora comprou isso?

- Você tem grandes amigos sabia?

- Como assim?

- Quando você me autorizou comprar o apartamento, eu recebi uma ligação, do..
Vanessa parecia não acreditar: - Richard?

- Isso, ele disse que eu escolhece o melhor apartamento, no lugar seguro, tranquilo e confortável possível do Rio e não importava o valor. Ele pagaria. E assim o fiz.

Vanessa fala pausadamente: - Eu não acredito.

Dione continua: - O que ele mandou, deu pra comprar esse apartamento e ainda sobrou muito para decorar.

Vanessa fica nervosa: - Ele é maluco, só pode ser.

A emoção tomava Vanessa, um nó na garganta , ele tinha feito muito por ela, agradeceria por isso, e prometeu pra ela mesma que pagaria tudo de volta.

Dione continua: - Ele lembrou a mim que você, como assumiria uma empresa de grande porte, tinha que morar a altura.

Vanessa fala gemendo: - Minha mãe vai enfartar quando souber disso tudo.

- Pior vai ser quando ela souber que você é vizinha da Ana Maria Braga!

- Como é que é? – Vanessa praticamente grita!

- Isso mesmo, ela é sua vizinha, acaba de se mudar.

- Eu não vou aguentar, é muita coisa pra um dia só.

- Toma, suas chaves.

Vanessa as pega e diz:- Não tia, elas vão ficar com você. Afinal você vai prepará-lo para quando eu vier.

- Sério? 

Vanessa faz sinal que sim. Agora vamos,  a senhora sabe que não terei tempo pra decorar esse negócio aqui. Porque vou estudar ainda e curtir minha cidade até vir morar aqui.

- Cuidarei disso tudo com maior prazer, sabe que adoro cuidar de decoração essas coisas.

- Eu sei, e já estou com medo do que vai fazer com esse lugar. KKKKK’.

- Vai ficar perfeito.

- Não tenho dúvidas disso.

Voltam, aproveitam que estavam no perto do shopping e param pra comer alguma coisa. Vanessa tinha preça, queria chegar logo em Recife e abraçar sua mãe, seu voo estava marcado para as 18hrs. Pontualmente estavam no aeroporto, autorizou sua tia a movimentar sua conta e pegar o dinheiro necessário para a decoração do apartamento. Se despediu dizendo que sua volta seria definitiva.

Quase duas horas depois estava pousando em Recife, coração acelerado, como alguém que pisa naquele solo pela primeira vez, parecia que estava fora a anos. Calor, era bom sentir aquele clima novamente. Pega o táxi e vai em direção a sua casa. Para em frente ao portão com suas malas e uma vontade enorme de abraçar sua mãe. Faltava pouco.

CONTINUA...
Amores quem pediu meu MSN é esse que aparece na #Fic certo?
Pode add.
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